O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 11/04/2021
Em 1948, foi publicada pela ONU a Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz que todo cidadão tem direito ao trabalho e a livre escolha de emprego. Entretanto, essa garantia não é efetivada no atual cenário global, sobretudo no Brasil, posto que a inserção de jovens no mercado de trabalho enfrenta dificuldades. Desse modo, hão de ser analisados fatores que influenciam na problemática em questão, a saber: a desigualdade racial e a exigência profissional.
É relevante abordar, primeiramente, que o mercado trabalhista está marcado por um significativo e persistente contraste racial. De acordo com a Constituição Federal é crime toda prática discriminatória em razão da raça que impede o acesso ao emprego. Em contradição, o jovem negro que busca pela introdução na carreira profissional se depara com uma barreira ao perceber que as opostunidades oferecidas se diferem. Isso porque, o olhar da sociedade se habitou à não existência da representividade, aceitando o lugar da população negra em uma condição de opressão que resulta em ocupação de trabalho informal e precária. Assim, não é razoável que os direitos sociais não sejam efetivados igualmente em uma nação que almeja se tornar desenvolvida.
Deve-se abordar, ainda, que as empresas estão cada vez mais inflexíveis no que se refere à escolha do jovem empregado. Segundo os dados apurados pelo IBGE, em 2018 os jovens lideravam o ranking dos mais desempregados, com um total de mais de sete milhões tendo maior impacto pessoas com 14 a 29 anos. Porquanto, atrela-se à justificativa dessa elevada estatística, o fato da experiência de trabalho estar associada ao melhor desempenho do cargo, isto é, os empregadores optam por indivíduos que possuem maior bagagem prática, impedindo o ingresso daqueles que contam, por exemplo, apenas com conhecimentos teóricos. Dessa maneira, é relevante a alteração do quadro que vai de encontro à possibilidade de atenuação do ambiente progressista.
Torna-se evidente, portanto, que o acesso do jovem ao mercado de trabalho é um complexo desafio que precisa ser revisado. Destarte, a Organização Internacional do Trabalho - órgão que promove a justiça social - em união com o Estado, deve promover programas e atividades através de encontros sociais juvenis, a fim de incentivar a adesão e garantir as oportunidades igualitárias oferecidas. Ademais, o Ministério da Educação junto com empresas públicas, deve criar um projeto para todas as universidades e escolas técnicas, garantindo vagas de estágio no último ano de conclusão, com o intuito de elevar o nível de experiência de cada jovem. Dessa forma, o Brasil poderá garantir os direitos fundamentais de cada cidadão.