O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 17/04/2021

Ao analisarmos a interpretação do filósofo francês Albert Camus, sobre o mito grego do rei Sísifo, que diz que o castigo mais terrível é o trabalho inútil e sem esperança, podemos comparar a situação do rei ao do jovem brasileiro no mercado de trabalho atual, de forma que muitos jovens se especializam, mas não conseguem exercer uma profissão por causa da falta de oportunidades de trabalho.

Devido ao desenvolvimento tecnológico no mercado de trabalho, conseqüente da revolução industrial, a mão de obra se tornou mais qualificada, tornando o trabalho quase que inviável a, pessoas sem acesso à educação. Segundo ao IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o país tem 10,01 milhões de jovens, entre 14 a 29 anos, que não frequentam a escola e nem possuem o ensino médio concluído, dentro desse contexto estão jovens de baixa renda, jovens que perderam o interesse em estudar pela falta de qualidade da educação oferecida, ou até pela falta de esperança na educação, avaliando a atual situação do Brasil.

Dentro desse contexto, podemos citar a lei nº 10.097 / 2000, ampliada pelo Decreto Federal nº 5.598 / 2005, ou também nomeada como a “Lei do aprendiz”, que determina que todas as empresas de médio a grande porte contratem um mínimo de 5% e um máximo de 15% de aprendizes em seu quadro de funcionários, tendo como exigência, o contratado estar matriculado em uma instituição de ensino, ou seja, de acordo com os dados anteriores, milhões de jovens estariam sendo excluídos da oportunidade de conseguir um primeiro emprego como jovem aprendiz.

Em virtude dos fatos mencionados anteriormente, estende-se que a “chave” da mudança no mercado de trabalho atual é a educação, pois, sendo compreendido que é necessário que um jovem tenha uma boa formação educacional para assim ser inserido no mercado, é fundamental que o Ministério da Educação e o Governo Federal reformulem juntos o modelo de ensino atual, para que seja oferecido a todos uma educação de qualidade, inserindo cursos e técnicos gratuitos para jovens de baixa renda. Para que desse modo a nossa realidade se distância do castigo de um trabalho inútil e sem esperança, vivido por Sísifo.