O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 11/04/2021
Conforme a Primeira Lei de Newton, ou Lei da Inércia, um corpo que está em movimento tende a permanecer em movimento, até que uma força contrária seja exercida sobre esse corpo. De maneira análoga a isso, o mercado de trabalho para o jovem vai permanecer com seus desafios atuais caso soluções não sejam tomadas para suas respectivas causas. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos importantes que auxiliou para esse cenário contemporâneo: a evasão escolar e o aumento de exigências nas vagas trabalhistas.
Em primeiro plano, podemos destacar a evasão escolar como uma colaboradora dessa problemática, isso porque Sêneca afirma em uma de suas citações: “a educação exige maiores cuidados, porque influi sobre toda a vida”. Desse modo, a ausência da educação, sendo a base da coletividade, atrapalha na formação de um ser crítico e profissional, influenciando em aspecto negativo no mercado de trabalho. Isso pode ser evidenciado por uma pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), revelando que cerca de 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam. Dessa forma, a conclusão da formação escolar básica torna-se essencial.
Além disso, é notório que os contratantes estão exigindo das pessoas: maiores formações e entendimentos acerca da profissão a ser exercida. Consoante a isso, é importante ressaltar que a tecnologia entra como um auxiliador nessa situação, fornecendo cursos complementares para a formação do indivíduo. Contudo, a parcela da população que não possui acesso aos meios tecnológicos, incluindo os aparelhos de comunicação e rede de internet, e uma condição financeira estável, não conseguem usufruir de tais cursos, sendo prejudicados e até mesmo excluídos no processo seletivo trabalhista. Sendo assim, surge uma premência para contornar esse cenário.
Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham diminuir tais desafios encontrados pelos jovens no mercado de trabalho. Por conseguinte, cabe ao governo de cada nação juntamente com o Ministério da Educação, construir novas escolas nas regiões em que há maiores porcentagens de jovens analfabetos e que não concluíram o ensino básico. Como também, o emprego de cursos complementares gratuitos nas instituições educacionais. Ambos fornecidos em dias úteis e no período em que cada indivíduo não vai estar exercendo seu direito educacional como cidadão, a fim de que aumente a quantidade de pessoas formadas, empregadas e com entendimento necessário para sua área de escolha. Somente assim, uma força contrária vai ser exercida sobre o corpo, solucionado tais problemáticas encontradas no cenário contemporâneo.