O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 12/05/2021

A Constituição Federal de 1988 assegura que todos têm direito à saúde, à segurança e à educação, e que esta, dever do Estado e da família, deve preparar e qualificar as pessoas, respectivamente, para a cidadania e o mercado de trabalho. Contudo, nota-se o grande número de desempregados no Brasil, entre eles os jovens, que possuem grande dificuldade de conseguir o seu primeiro emprego. Dessa forma, para que haja melhorias nesse atual cenário, faz-se necessário o enfrentamento de várias questões, como: a falta de incentivo do Governo e a desestrutura familiar.

Em primeira análise, é possível destacar a questão o desinteresse do poder público em ofertar vagas de emprego suficiente aos jovens. Nesse contexto, segundo Rousseau, em sua obra “O contrato social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. Porém, isso ainda não se faz uma realidade, uma vez que não existe empregos disponíveis para grande maioria dos iniciantes de pouca idade, outrossim, as exigências como, por exemplo, experiência e o desenvolvimento de habilidades, que só se conseguem com o tempo, acabam por impedir que esses candidatos preencham os pré-requisitos da primeira oportunidade de trabalho. Assim, é fundamental a intervenção estatal no tocante ao aumento de vagas e a cobranças mais brandas para contratação dessas moças e rapazes.

Em segunda análise, vale ressaltar o papel importantíssimo da família no ingresso dos jovens no mercado de trabalho. Nessa ótica, o filme “Um sonho possível”, do diretor John Lee Hancock, retrata a história de Michael Oher, um jovem de classe baixa e família desestruturada, que consegue, através do apoio de uma família rica e do esporte, um bom emprego como jogador de basquete. No entanto, esse é um caso incomum na sociedade brasileira, uma vez que a grande maioria dos jovens procedentes de lares desorganizados precisam deixar os estudos para trabalhar, porém não logram êxito por não terem qualificação profissional, o que os tornam desocupados e sem instrução. Por isso, investir na família é fundamental para a entrada desses iniciantes na vida profissional.

Logo, o incentivo do Estado e o apoio da família são cruciais para o início profissional na vida dos novos trabalhadores. Assim sendo, urge que o Ministério do Trabalho, órgão responsável pelo gerenciamento do trabalho e emprego no país, amplie, através de incentivos fiscais, o número de vagas disponibilizadas pelas empresas para empregabilidade dos menores aprendizes no Brasil. Ademais, as ONGs devem oferecer cursos de gestão financeira para que as famílias, uma vez estruturadas, possam dá o suporte necessário aos seus filhos para que esses consigam se preparar bem para o mercado de trabalho. Desse modo, os jovens estarão mais preparados e qualificados para exercerem os direitos supracitados na Carta Magna, como a exercício da cidadania e a capacitação profissional.