O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 14/04/2021

A crise que prejudica o país desde 2014, abalou a população de modo geral, porém, de acordo com o jornal “Valor” ela foi maior com jovens entre 16 e 30 anos mesmo sendo esta a faixa etária com maior nível de escolaridade e capacidade e maior parte no número de mão de obra no país. A taxa de desemprego para os jovens é de cerca de 30% e o cenário não é positivo para os próximos anos segundo o jornal. Esses que não conseguem entrar no mercado formal, terminam sendo aceitos pelo mercado informal no qual não possui garantias trabalhistas e o ganho é basicamente um salário mínimo (R$1.100,00). Os principais motivos para esse caso estão associados a crise e as exigências absurdas por parte das empresas.

Segundo o economista Julio Dias, ainda com a flexibilização das leis trabalhistas e dedicação da União para aumentar os postos de trabalho, não existiu aumento relevante para essa parte da população e para muitos o único caminho foi a informalidade que, além de não ter garantias trabalhistas e auxílio, carga horária de 50 horas semanais, causa uma insegurança nos jovens visto que a maior parte dessas pessoas são de uma família de baixa renda e ajudam nas despesas.

Álem disso, diversas empresas pedem altas competências para contratação, contudo, por outro lado os salários estão na faixa de R$2.000,00. Os principais requisitos são pós-graduação, conhecimento em 2 idiomas, 2 a 5 anos de experiência (a CLT autoriza a exigência de no máximo 6 meses de experiência) e intercâmbio. Estas empresas esquecem que no Brasil existe uma imensa desigualdade econômica, o salário mínimo é R$1.100,00 e existe uma crise que deixou milhões de desempregados e sem condições de continuar com os estudos.

Para resolver estas dificuldades, a União precisa criar um programa de incentivo em parceria com o Ministério da Economia para as empresas guardarem uma parcela das vagas para os jovens entre 16 e 30 anos, oferecendo qualificação técnica e profissional além de assistências educacionais principalmente para jovens em fragilidade socioeconômica. Esta medida se torna muito importante para facilitar a introdução à uma das faixas da população mais atingida pela crise no mercado de trabalho.