O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 18/04/2021

Em uma frase, Confúcio uma vez disse: “Escolhe um trabalho de que gostes e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida.” Inegavelmente, esse é o desejo de todos que entram no mercado de trabalho, especialmente dos jovens dessa geração. Seria um erro, contudo, afirma que isso se aplica de fato a realidade, visto que os jovens apresentam maior dificuldade na entrada do mercado de trabalho.

É fundamental abordar, primeiramente, que uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que 49% se dedicam exclusivamente ao estudo ou capacitação, 13% só trabalham e 15% trabalham e estudam ao mesmo tempo. Enquanto isso, 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam. Entre os fatores que mais influenciam, pode-se notar o fato de que ao tentar conseguir um emprego, na maioria dos casos, é necessário um tempo de experiência, coisa que grande parte do público jovem não possui isso devido à falta de incentivo das empresas para dar a primeira oportunidade.

Em detrimento dessa questão, segundo o artigo 205 da Constituição Brasileira, é dito que: “A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho”. Contudo, podemos perceber que isso não acontece na realidade, posto que somente terminar o Ensino Fundamental e o Médio, não necessariamente irá trazer a capacitação suficiente para o jovem. Aliás, existe um grande número de jovens, que devido a diversos motivos, acabam abandonando a escola, deixando de capacitar à pessoa que possivelmente serviria de mão-de-obra para uma futura profissão.

Torna-se evidente, portanto, que para fixar essa situação, o Ministério do Trabalho deve introduzir programas de ampliação de projetos de empregos para pessoas jovens, principalmente aqueles que vivem em lugares onde a situação é mais precária. Além disso, a implementação de cursos de capacitações para pessoas do Ensino Médio, por meio de entrevistas, para analisar o curso almejado da pessoa com a finalidade de inserir ao mercado de trabalho, sem contar o apoio do governo em incentivar as empresas a oferecer a primeira oportunidade.