O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 20/04/2021
Desde a Revolução Industrial, sobretudo a partir de sua terceira fase, a disputa pelo mercado de trabalho tornou-se um cenário cada vez mais comum e acirrado para a população brasileira, mormente para os mais novos. Em contrapartida, as exigências para o ingresso em determinado emprego se tornaram ainda maiores, a exemplo de uma boa qualificação, além da formação escolar. Devido a isso, é notório como os jovens se enquadram cada vez mais no número de inativos.
Nesse contexto, o primeiro impacto da juventude com o mundo real é realizado de maneira brusca. Em busca de uma vida mais fácil e menos pejorativa, os jovens têm se rendido a meios menos convencionais ou, até mesmo, à marginalidade para haver o sustento. Nesse sentido, renunciar a um futuro promissor para se dedicar a uma vida de perigos e criminalidade, tem se tornado uma única saída para os jovens atualmente. Consoante com o pesquisador do Observatório das Favelas, Rodrigo Nascimento, entre os jovens, 40% já saíram voluntariamente em algum momento do crime, todavia, o retorno ao tráfico acontece porque eles ainda encontram as “portas fechadas” para o mercado de trabalho.
Ademais, uma vez que as exigências para inclusão em um emprego são mais rigorosas, isso distancia cada vez mais os jovens inexperientes de uma oportunidade. Além disso, evidencia-se a insatisfação de muitos com o modo que os mais novos administram suas vidas, sendo alvos de julgamentos e da desvalorização do seu esforço. No entanto, as oportunidades deveriam ser garantidas tanto aos mais qualificados como aos inciantes, evitando sentenciar os mais novos pela falta de experiência e anulando os pensamentos acusatórios sobre a conjectura de um trabalho mal feito ou uma resposta negativa para o desempenho dos novos adultos.
Portanto, é mister que o Governo tome providências para mitigar essa problemática. Para que haja equidade na inserção do jovem no mercado de trabalho, urge que o MEC - Ministério da Educação e Cultura - amplie o programa Jovem Aprendiz, bem como incentive novos projetos de formação curricular e profissional, em parceria com ONG’S, para evitar e/ou afastar da criminalidade os jovens, apoiando-os integralmente. Outrossim, cabe ao Ministério da Economia o investimento em programas de capacitação e de amparo aos brasileiros que, desta forma deixariam de ser desacreditados na vida profissional.