O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 19/04/2021

Na obra “República”, do filósofo Platão, o mesmo cita que o começo é a parte mais difícil do trabalho. Partindo desse ponto de vista um dos maiores desafios da parcela jovem brasileira que deseja se inserir no mercado de trabalho é a procura pelo primeiro emprego. Tendo em vista um grande problema: A falta de oportunidade. O mercado trabalhista vem se tornando cada vez mais exigente e competitivo, gradativamente buscando pessoas mais capacitadas, com maior preparação profissional e experiência, o que se torna uma barreira para o jovem que vem em busca de uma oportunidade de trabalho, devido à sua inexperiência.

Em primeiro plano, é necessário enfatizar que a desigualdade é o maior fator para que boa parte da população mais nova não consiga vaga nesse mercado. Sendo assim, por falta de qualificação, ao arranjarem um emprego, geralmente ficam com as piores vagas, sendo obrigados a suportarem trabalhos informais e desgastantes, o que muitas vezes acarreta à dificuldade de conciliar o emprego com os estudos. Tais fatos explicam as taxas ao final do ano de 2020 atingirem 29,8% de desemprego entre jovens de 18 a 24 anos, pelos dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Coligado a isso, a educação pública não tem ligação com a mesma proporção que os requisitos do mercado de trabalho avançam. Desse modo, vagas para empregos seguros, os quais oferecem os devidos direitos trabalhistas, se restringem apenas à uma pequena parcela da população que se tem acesso à educação de qualidade e à alguma especialização superior.

Portanto, mediante aos fatos expostos precisa-se de um olhar sistêmico para uma pauta que impacta diretamente o presidente e o futuro dos negócios e do país. Cabe ao MEC reformular o sistema de ensino atual, inserindo conceitos básicos de empregabilidade, tecnologia e incentivar a fome de aprendizado, para que assim deixamos de estudar no passado e passemos a nos preparar para o futuro.