O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 17/04/2021
O jovem contemporâneo já enfrenta dificuldades logo em sua entrada no mercado de trabalho. Se deparando com um verdadeiro paradoxo, já que dos fatores da empregabilidade, a experiencia, é um dos mais importantes para sua admissão. Porém, para o jovem isso é um grande empecilho, pois se é necessária experiencia para trabalhar, como ele a adquirirá? Além do que, mesmo que consiga o emprego sem experiencia, as escolas, com exceção do novo ensino médio, não o preparavam para esse mundo, o que dava mais um motivo para desconfiança dos empregadores.
O paradoxo mencionado, apenas usando a lógica se pode perceber que realmente existe. e o problema com as escolas já é um fato. Tanto é, que a geração de jovens que vem surgindo carregam consigo o apelido de “geração nem nem” fazendo alusão ao fato de grande parte da geração nem estudar e nem trabalhar, o que se confirma em uma pesquisa com dados de 2018 publicada em 2019 pela IBGE por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) que diz que de 47,3 milhões de brasileiros entre 15 a 29 anos, 23% não estudam e muito menos trabalham, o que acontece, aliás, não apenas no brasil, mas em âmbito mundial como foi mostrado no relatório Tendencias Mundiais de Emprego publicada em 2014, Em 2013, 73,4 milhões de pessoas entre 15 e 24 anos estavam desempregadas quase 1 milhão a mais do que no ano anterior. A pesquisa revelou também que o número de jovens que não trabalham e nem estudam cresceu em 30 dos 40 países pesquisados. relatando também que em 2013 aproximadamente 1 milhão de jovens perderam seus empregos. Tudo isso devido à dificuldade enfrentada pelos jovens, que seria por grande parte resolvida caso o governo fizesse com que todos os corpos docentes adotassem o sistema do novo ensino médio, já que a experiencia em trabalho que neles falta, seria suprida no meio acadêmico, assim resolvendo até problemas como o tempo absurdo necessário para se aposentar, já que a mão de obra seria melhor distribuída e também é claro, abolindo de uma vez a expressão “geração nem nem”.