O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 17/04/2021

É de conhecimento geral que é díficil a inserção do jovem no mercado de trabalho e que eles possuem mais desafios do que oportunidades.

O desemprego entre os jovens corresponde a 31,4%, com base em dados do IBGE, e isso acontece, pois, muitas vezes, pós-término do ensino médio ou ainda cursando, muitos jovens procuram trabalho e acabam não conseguindo, já que as as empresas querem escolher pessoas mais qualificadas, prejudicando assim, o jovem por não apresentar currículo habilitado suficiente ou não ter nenhuma experiência. Só que se nunca ninguém contratar, eles não vão conseguir conquistá-la.

Outro fator existente é a discriminação de gênero e racial que jovens mulheres e negros sofrem na contratação. A quantidade de pessoas negras de 14 a 29 anos buscando emprego é quase o dobro da de jovens brancos e as mulheres jovens, de acordo com a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, são as que encontram maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho. Em 2014, havia 4 milhões de mulheres de 16 anos de idade ou mais desempregadas.

Ainda convém lembrar que a Constituição Federal garante promoção do bem de todos, sem preconceitos de idade ou quaisquer outras formas de discriminação, porém, a não inserção dos jovens no mercado de trabalho e toda a discriminação citada viola essa garantia.

Em vista dos argumentos apresentados, o Poder Público deve, criar oportunidades de qualificação para os jovens inexperientes e implementar fiscalizações e punições para o descumprimento de leis criadas para os ajudar, como a Lei Aprendizagem, já que dados divulgados pela CBN, apontam que o percentual de empresas que cumprem essa legislação não chega a 10% e, com base no jornal Folha de São Paulo, 93,8% das empresas não tinham nenhum aprendiz em seu quadro de funcionários.