O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 22/04/2021

Os jovens, e a crise.

Em face da realidade atual, a dificuldade de encontrar empregos, é o reflexo da crise econômica em nosso país. Foi uma das principais consequências da crise entre 2014 e 2016. Com o aumento dos juros, inflação e a falta de investimentos, muitas empresas detiveram de fabricar, produzir, vender e consumir, fazendo com que demitissem seus empregados. Segundo o IBGE, o Brasil possui uma taxa de 12,7% de desocupação, no trimestre entre março e maio de 2018. Ou seja, a situação do mercado de trabalho agravou em relação aos anos anteriores. Se muitos brasileiros estão com problemas de conseguir uma colocação, imagine os jovens que estão prestes a entrar no mercado de trabalho, que está cada dia mais competitivo. Em veracidade da busca do primeiro emprego, esse cenário não é a ausência de competências ou de esforço, é muito pelo ao contrário, muitos se sujeitam a trabalhar até fora de sua área de formação. Um exemplo disso, é um relato de um jovem adulto de 27 anos, formado em Engenharia química na FEI, inglês fluente, intercambio nos Estados Unidos de 1 ano e meio na sua área, hoje em dia, não conseguiu nenhum emprego em sua área e está trabalhando em um comércio na área têxtil. Então, temos a prova de que não é falta de qualificação, e sim, falta de experiência. E isso é o que leva as empresas a optarem por outros, mais experientes, e os jovens continuam desempregados. Segundo o PME, uma pesquisa realizada entre janeiro de 2006 a dezembro de 2012, a chance de um jovem que nunca trabalhou, conseguir um primeiro emprego é 70% menor de alguém que já possui experiencia. Os maiores vilões para os jovens conseguirem adentrarem no mercado é a crise e a falta de experiências. As empresas precisam contratar mais jovens e investirem no seu potencial por meio de programas, assim, o ingresso para o mercado de trabalho será certeiro.