O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 24/04/2021

No âmbito empresarial, percebe-se que os critérios organizacionais estabelecidos para o ingresso de novos funcionários vêm crescendo a cada ano, de modo que se torne difícil para jovens que não possuem experiências ou capacitações serem aceitos para as devidas ocupações candidatadas. As relações educacionais e econômicas existentes no país implicam diretamente nesse vetor, proporcionando certa instabilidade quanto ao processo de crescimento de um jovem, fazendo com que ele sinta a necessidade de agir e ter as responsabilidades de um adulto.

Por sua vez, esses aspectos econômicos e educacionais estão diretamente ligados a como um jovem direciona as suas decisões, levando em conta não só o que almeja, mas sim – em muitos casos – o que sua família precisa. Ademais, é notório como jovens de classes sociais mais elevadas possuem a liberdade de escolha quanto a sua profissão e consequentemente um ingresso mais efetivo no mercado de trabalho enquanto jovens de classes sociais mais baixas simplesmente optam por empregos comuns devido as necessidades encontradas em casa, ocasionando muitas vezes a evasão escolar, por não conseguir conciliar emprego com sua capacitação educacional.

Nos quesitos culturais, Fernando Pessoa, poeta português, aponta que somos o que sonhamos ser. Em contraposição, muitos jovens não possuem a chance de sonhar por fornecerem a si mesmos um ideal de jornada que é culturalmente transmitido a partir dos ensinamentos sociais, não seguindo exatamente a carreira que gostariam de ter, mas sim o que a sociedade acharia justo ele seguir. A insatisfação do jovem, portanto, surge quando o caminho que ele percorreu não o leva ao lugar que desejava. Sem qualificações necessárias, as dificuldades de encontrar oportunidades aumentam e os índices de empregabilidade diminuem intensamente.

Visto as dificuldades de muitos jovens quanto ao ingresso no mercado de trabalho e as razões que implicam nas elevadas taxas de evasão escolar. O ministério da educação deve, por sua vez, proporcionar auxílios financeiros que possibilitem a permanência do jovem nas escolas para que ele se qualifique, bem como fornecer por meio de projetos educacionais palestras que mostrem as vertentes para alcançar oportunidades profissionais que possibilitem uma satisfação pessoal e econômica.