O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 27/04/2021
Em sua obra “Cidadãos de Papel”, o célebre escritor Gilberto Dimestein,disserta acerca da inefetividade dos direitos constitucionais,sobretudo, no que se refere à desigualdade de acesso aos direitos normativos.Analogamente, a conjuntura dessa análise configura-se na atualidade, uma vez que jovens encontram desafios para ingressar no mercado de trabalho. Esse cenário nefasto,ocorre não só em razão da omissão escolar, mas também devido à negligência das esferas governamentais.
A princípio,é mister analisar como a instituição social-escola- contribui para que jovens permaneçam inertes no mercado trabalhista. Nesse sentido,segundo dados do -IBGE- mais de 995 mil indivíduos encontram-se desempregados. Esse dado reflete a displicência das escolas quanto ao fundamento prático, pois a maioria dessas instituições resumem o conhecimento apenas ao plano teórico e a folha curricular permanece sem experiências. Em decorrência disso, muitas empresas não arriscam empregar pessoas sem a capacitação garantida, em vista de um mercado tão competitivo.Nessa óptica, a manutenção de práticas inconsistentes afeta toda a esfera coletiva e em quaisquer âmbitos.
Outrossim, é irrefutável a ineficiência do governo na resolução do problema, visto que ele persiste na contemporaneidade. Nesse viés, de acordo com o sociólogo Émile Durkheim, o poder público se responsabiliza-se pelas questões que envolvam a coletividade, estabelecendo o bem-estar social.Entretanto, esse conceito não é colocado em prática, posto que há falha do Estado em fornecer medidas públicas que visem a promoção de emprego para pessoas da faixa etária juvenil, o que agrava as taxas de desemprego entre estes cidadãos.Logo, é necessário um maior engajamento das autoridades para extinção dessa realidade.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa adversidade. Nesse ínterim, urge ao Ministério da Educação propor nas escolas uma disciplina voltada ao “mundo” do trabalho, que tenha a disponibilidade de cursos de capacitação, por meio de verbas governamentais, a fim de que os indivíduos tenham conhecimento técnico desde o ensino básico. Ademais, o Ministério da Economia- responsável pelo direcionamento de recursos- deve direcionar mais orçamentos para os colégios de nível médio técnico, por intermédio de uma pauta na base de Diretrizes Orçamentárias, com o intuito de garantir maior equidade em relação às discrepânsias econômicas. Assim, a metáfora de Dimenstein escasseará do contexto hodierno.