O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 08/06/2021
Segundo as ideias apresentadas na série Heartland, os jovens contemporâneos estão tendo mais dificuldades de entrar no mercado de trabalho do que as gerações anteriores, aumentando o índice de desemprego e diminuindo os rendimentos econômicos nacionais. Ademais, a série retrata uma menina em idade qualificada que deseja ser contratada, entretanto, ela lida com sérios ataques de ansiedade e não considera-se capaz de lidar com as pressões do serviço. Certamente, assim como esta personagem, muitos jovens também lidam com esses impedimentos, tendo impasses em começar uma jornada de emprego rentável e aprazível. Assim, faz-se necessário discutir os obstáculos que inibem uma participação ativa dos jovens no mercado de trabalho, sendo os principais: a ansiedade e a falta de experiência profissional.
Em primeiro lugar, é importante destacar que Luana de Paula, diretora de desenvolvimento no Grupo Cia de Talentos, cita em uma entrevista que dificilmente vê jovens que sabem de verdade no que são bons e quais são seus potenciais; argumenta também que a maioria desenvolve estresses por não focar no que realmente aprecia. A globalização movimenta-se cada vez mais procurando integrar cada pessoa e trazendo, tristemente, um sentimento de profunda frustração e desânimo para os jovens que não alcançam seus objetivos, dando a eles uma sensação de fracasso e impotência.
Em segundo lugar, um dos grandes desafios dos jovens é a falta de experiência, pois todos que estão formados conhecem muito bem a teoria de suas áreas, mas falta-lhes a prática, falta saber como empregar a teoria no dia a dia. Além disso, de acordo com José Pastore, Presidente do Conselho de Emprego da Fecomercio, os jovens sem experiência custam tanto quanto os mais velhos com experiência, sendo assim protelados. Além do mais, os jovens constituem um dos grupos mais vulneráveis do Brasil, sendo que os desocupados são um desperdício de energia e perda de receita para a Previdência Social.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter esta situação. Desse modo, o Governo deve, através de dados fornecidos por empresas, proporcionar oportunidades de qualificação para os jovens inexperientes e reduzir o custo de contratação para os empregadores, assim quebrando o ciclo recessivo de admissão de jovens despreparados. O adolescente deve também, através de orientações familiares ou profissionais, traçar metas de curto e médio prazo com indicadores mostrando preferências e possibilidades que ajudem na escolha da vocação. Dessa forma, se tais medidas forem implementadas com rigor, estes planos ajudarão a atenuar o drama que afeta uma imensidão de jovens brasileiros, suas famílias e a economia brasileira.