O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 08/06/2021

Com a finalização da vida acadêmica, espera-se um precoce conhecimento ocupacional que anteceda uma nova etapa; a ingressão no mercado de trabalho. Porém, fica nítido que este processo apresenta empecilhos, e esses, dificultam uma maior passividade para a ocorrência ampla desse ciclo, entre eles, tem-se o paradoxo da experiência profissional. Como ainda, há o atraso no alcance de políticas públicas para uma sociedade que, em sua maioria, necessita do ensino governamental. Com isso, espera-se conquistar mais direitos que possibilitem uma ponte direta para os jovens no mercado.

A princípio, evidenciar a contradição presente na exigência de bagagem profissional dentro das empresas é crucial. Uma vez que a ampliação do mercado é interrompida com tal cobrança, já que, demanda um cenário inviável dentro do curto período  entre a formação escolar e as oportunidades de emprego disponíveis.Consoante a estas limitações, a lei de número 10097\2000 urge que as empresas contratem uma baixa média de 5 a 15% de jovens aprendizes, e ainda exige que estes estejam matriculados em alguma instituição de ensino. Logo, sem o incentivo à contratações que englobem novos empregados, os possibilitando adquirir qualificação na própria prática, estabelece limitações para um mercado jovial que se tornam maiores que as oportunidades.

Ainda, é possível ressaltar a escassez de políticas públicas para a educação e formação das novas gerações. Ademais, os números de evasão escolar aumentam exponencialmente e o acesso ao ensino se mostra cada vez mais irregular,o que é extremamente preocupante, já que, a desigualdade socioeconômica no país aponta a dependência de grande parte da população em instituições e projetos de cunho social. Prova disso é um recente índice do IBGE, de 2019, o qual aponta que 80% dos alunos de ensino fundamental e médio  dependem de instituições governamentais para estudarem. Portanto, é essencial priorizar a qualidade de ensino e sua disponibilidade, para assim, amplificarmos os números de qualificações profissionais e consequentemente, incentivar a geração de empregos.

Em síntese, é crucial incentivar o primeiro contato dos adolescentes com o trabalho e fornecer especializações de maneira justa. Portanto, com o objetivo de valorizar o conhecimento do trabalho com oportunidades reais e cabíveis, o Ministério da Educação deveria estender e investir em programas que promovem este contato, por meio de convênios, palestras, etc. Além disso, objetivando a democratização do acesso à educação, o Governo Federal, deveria estreitar as fiscalizações que garantem o financiamento suficiente exigido no orçamento federal para a esfera da educação, podendo permitir a algum órgão, como o da Receita Federal, coordenar estas fiscalizações.