O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 15/06/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 7, a proteção das relações trabalhistas como inerente a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa não tem se concretizado na prática, como disserta Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadão de Papel”, quando observa o crescimento do desempergo, visto que a negligência do Estado, bem como a falta de mão de obra qualificada de trabalho desagravam esse cenário. Nessa perspectiva, faz-se fulcral o debate acerca dessa problemática.

Com efeito, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater esse impasse. Nesse sentido, um escassez de projetos estatais que visem tanto à assistência aos trabalhadores formais e empresas quanto aos desempregados contribuem para o aumento dessa crise. Nesse contexto, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Portal de notícias da Globo, G1, quase 15 milhões de cidadão estão sem trabalho. Desse modo, observa-se que a carência de incentivos fiscais que almejam facilitar como relações trabalhistas, ocasiona no resfriamento econômico das empresas empeendedoras. Diante dos fatos importantes, é imprescindível uma ação do Governo.

Nota-se, outrossim, que a desqualificação da mão de obra brasileira é um grande impulsionador desse problema. Nesse aspecto, devido à deficiência de operários capacitados em realizar as funções solicitadas pelo mercado de trabalho, há o avanço de ociosos. Sob esse viés, tal dificuldade é originada pela má formação profissional, haja vista a péssima infraestrutura do sistema educacional superior brasileiro. Nesse horizonte, segundo o sociólogo e educador Paulo Freire, “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Desse modo, somente através de um bom ensino será possível melhorar esse quadro.

Portanto, percebem-se os entraves que contribuem para a persistência do desemprego. Destarte, cabe ao Ministério da Economia aumentar os incentivos fiscais nesse período de crise, por meio de criações de projetos que facilitam a contratação de empregados, além de disponiblizar assistência aos inativos, sem intuito de estimular a geração de novos empregos. Ademais, é mister ao MEC - Ministério da Educação - melhorar o ensino superior, mediante cursos mensais especializados na formação dos profissionais educadores, como também oferecer palestras, debates e projetos de como melhor como enfrentar o mercado profissional. Dessa maneira, pode-se edificar uma sociedade permeada pela efetivazação da Carta Magna.