O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 02/07/2021
A Quarta Revolução Industrial, iniciada na segunda metade do século XX, promoveu inovações que demarcaram uma nova era no setor de informática e telecomunicações. Embora crucial para o desenvolvimento econômico global, essa reforma tecnológica criou uma nova dinâmica que estabelece, não apenas oportunidades, mas desafios para o ingresso no mercado de trabalho dos jovens da atualidade, devido à atenuação da necessidade de mão de obra humana. Dessa forma, é necessário a tomada de medidas para sanar esse impasse, ocasionado pela falta de investimentos estatais e pela orientação ao lucro em excesso das empresas.
Em primeira análise, cabe ressaltar que a carência de investimentos públicos na área da educação profissionalizante é a principal catalisadora do problema. De acordo com a Constituição Federal, “a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade.” Em dissonância com a carta magna brasileira, a realidade mostra que o Estado se mostra ineficaz em prover tal direito, visto que, ao não aumentar as verbas educacionais, não promove a consolidação de uma juventude integral com nível de instrução superior, algo que é indubitavelmente necessário para a dinâmica trabalhista contemporânea, tanto nos novos setores relacionados à computação e engenharia, quanto nos mais tradicionais, como o médico e o jurídico.
Ademais, é evidente que a iniciativa privada se comporta, cada vez mais, de maneira exorbitantemente capitalista, de forma a deixar os interesses coletivos da sociedade em segundo plano. Segundo Albert Einstein, renomado físico do século passado, “o espírito humano precisa prevalecer sobre a tecnologia.” Em contraposição, a maioria das empresas não expressam empenho significativo na inclusão das novas gerações, o que acarreta múltiplas problemáticas sociais em sequência, como a pobreza, violência e, em nível individual, depressão, ansiedade e até suicídio.
Infere-se, portanto, que a preocupação sobre a inserção dos jovens no mercado de trabalho, hodiernamente, é válida e possui íntima relação com a salubridade econômica e social em âmbito nacional. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação, por intermédio do redirecionamento dos impostos arrecadados pelo Governo Federal, crie, em parceria com as instituições privadas, centros educacionais voltados ao campo da ciência computacional, que ampliem a oportunidade do jovem médio brasileiro de desenvolver os novos conjuntos de habilidades necessários para a garantia de um futuro profissional próspero. Assim, observar-se-ia um País em sintonia com os preceitos democráticos idealizados na Constituição e com a ideia defendida pelo físico teórico, Einstein.