O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 08/07/2021

De acordo com os dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam, sendo esse um dos maiores percentuais da América Latina. Esses números demonstram a necessidade de debate sobre os desafios e oportunidades do mercado de trabalho para o jovem contemporâneo. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um problema de contornos específicos, em virtude não só da insuficiência legislativa como também pela falta de investimentos nesse setor social.

A princípio, a insuficiência legislativa, atua como um complexo dificultador. Nesse sentido, Maquiavel defendeu que mesmo as leis bem ordenadas são impotentes diante dos costumes. A perspectiva do filósofo aponta para uma falha comum da sociedade: acreditar que a criação da lei em si pode resolver problemas complexos, como a questão do jovem atual e sua inserção no mercado de trabalho. Contudo, apesar da Lei n° 10.097/2000 que determina a contratação de jovens aprendizes nas empresas de médio e grande porte, há insuficientes políticas públicas que atuem na base do problema, tornando-o numa complexa realidade de desafios aos jovens na busca por um vínculo empregatício.

Além disso, os desafios e oportunidades das ao jovens contemporâneos pelo mercado de trabalho, encontra terra fértil na falta de investimentos nesse setor social. Sabe-se que a base de uma sociedade capitalista é o capital, como explicam filósofos como Karl Max. Nessa perspectiva, para serem resolvidos problemas dentro desse contexto capitalista, faz-se necessário um aporte financeiro. No entanto, há uma lacuna de investimentos na questão do mercado de trabalho para os jovens atuais, agravada pela carência de oportunidades de emprego ocasionada por esse vácuo investimento, negligenciada pelo setor público-privado, distanciando-se assim da resolução dessa complexa realidade.

Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. É fundamental, portanto, que emprestas estatais e privadas alimentem o mercado de trabalho ao oferecer mais oportunidades de primeiro emprego aos jovens, a fim de capacitá-los dando-os experiência profissional. Cabe também ao Governo Federal, através do Ministério do Trabalho, ampliar o programa Jovem Aprendiz com um maior número de oportunidades, e também por meio do Ministério da Educação, que deve investir em Escolas Técnicas, estas no 3° ano do ensino médio, para que haja o fornecimento de estágios, o que resultará no ganho de experiência e facilitará o acesso ao mercado de empregos. Dessa forma, espera-se solucionar essa complexa realidade.