O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 10/08/2021
Com o advento da Segunda Revolução Industrial, a presença no mercado de trabalho se tornou, cada vez mais, necessária para a sobrevivência em uma sociedade capitalista. No Brasil contemporâneo, entretanto, os jovens têm encontrado dificuldades de inserção nesse cenário. Diante disso, é vital a análise acerca das causas dessa problemática, a fim de estabelecer caminhos para a sua efetiva solução. Nesse sentido, destacam-se: negligência constitucional e o dilema da experiência profissional.
Primeiramente, é indubitável que o descaso quanto à carta política contribui para o problema. Dentro desse contexto, é importante destacar que, a Constituição Federal de 1988, no artigo 205, garante a preparação do jovem para o mercado de trabalho, mediante intervenção escolar. No entanto, esse direito não é garantido, visto que muitos jovens enfrentam dificuldades para encontrarem o primeiro emprego após a formação média. Prova disso é a pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, a qual revela que 23% da juventude brasileira é desocupada.
Outrossim, outro fator de destaque dessa conjuntura é o dilema da experiência profissional. Isso liga-se fortemente ao problema, porque, embora a lei 11.644 de 2008 proponha que o contratante não deve exigir mais do que 6 meses de costume na profissão, muitos jovem nunca estiveram no mercado de trabalho. Desse modo, a exigência de experiência profissional se torna um impasse presente e futuro na vida do jovem, uma vez que a falta de conhecimento prévio da profissão hoje impede a conquista dessa própria experiência no contexto subsequente.
É evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para combater os desafios que impedem, o jovem contemporanêo, de se inserir no mercado de trabalho. Logo, é vital que o Ministério do Trabalho, em parceria com a principais empresas que atuam no país, ofereça vagas de emprego sem a exigência de experiência profissional. Essa medida deverá contar com uma porcentagem de oportunidades proporcional ao índice de desemprego dos jovens. Isso deverá ocorrer por intermédio do Ministério do Trabalho na redução de impostos aplicados às empresas. Só, assim, a juventude contemporanêa do Brasil poderá contemplar a presença no mercado de trabalho, a qual é de suma importância a sua sobrevivência na sociedade capitalista.