O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/08/2021
Na Grécia antiga, os jovens desdes os 8 anos de idade eram preparados e treinados para ocuparem funções específicas, que iam de agricultor a governantes, na Pólis. Atualmente, no entanto, apesar de todo o avanço técnico-científico, a inserção do jovem contemporâneo no mercado de trabalho ainda é um desafio devido, sobretudo, ao contexto social do indivíduo. Dessa forma, é fundamental que o mesmo aproprie-se dos mecanismo necessários que o levem a esse mercado. Assim, é importante discutir essa conjuntura a fim de mitigar impasses a essa chaga.
Em primeira análise, é fundamental discutir os empecílios que, por vezes, barram a entrada do jovem no mundo trabalhista. Nesse sentido, para o sociólogo clássico Émile Durkheim, não se deve analisar o indivíduo separado de seu contexto social. Sob essa linha de pensamento, boa parte dos jovens que buscam entrar no mercado de trabalho, convivem com responsabilidades familiares e por conseguinte acabam abandonando a formação, seja acadêmia ou profissional. Dessa forma, a inserção no mercado de trabalho fica comprometida devido tanto a disponibilidade quanto a falta de capacitação, os quais são reflexos claros do contexto social.
Consequentemente, devido aos percalços existentes, é crucial que o jovem aproprie-se dos meios que poderão alavancar sua chegada ao mercado de trabalho. Nesse viés, no Brasil, por exemplo, a Constituição Federal garante educação gratuita a todos os indivíduos, desde o ensino básico ao avançado. Sob esse ângulo, jovens devem aproveitar ao máximo formas de ensino garantidas por lei, a exemplo do médio-técnico, cursos subsequentes e estágios como oportunidades fundamentais a sua capacitação e consequente entrada no mercado de trabalho.
Portanto, depreende-se que o contexto social tem sido um desafio ao ingresso do jovem no mercado de trabalho e deve ser considerado, assim como também é de fundamental importância que o jovem deleite-se sob as oportunidades garantidadas pelo estado como forma de ingresso nesse meio. Assim, visando atenuar os efeitos do contexto social, o Ministério da Cidadania deve potencializar, por meio do SENAC, cursos de capacitação com horários flexíveis que busque atender a demanda de jovens com responsabilidades na família, possibilitando dessa forma a continuidade de sua formação e maior possibilidade de ingresso no mercado de trabalho. Por fim, o Ministério da Educação deve ampliar a oferta do ensino médio-técnico, bem como o programa jovem aprediz, visando a inserção direta do jovem no mercado de trabalho.