O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 25/08/2021

Com o advento da Terceira Revolução Industrial, houve uma diminuição nos números de empregos, uma vez que as máquinas substituíram os humanos. Nesse sentido, nota-se que a diminuição na demanda de empregados trouxe desafios ao mercado de trabalho para o jovem contemporâneo sem experiência. À luz desse enfoque, é fulcral ressaltar que essa carência de oportunidades tem raízes na inoperância estatal e no sistema capitalista.

Diante desse cenário deletério, cabe salientar a indiligência governamental no espectro brasileiro. Nesse viés, em conformidade com o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, algumas instituições, na pós-modernidade, configuram-se como zumbis, pois largaram suas respectivas incumbências sociais. Dentro dessa lógica, é possível observar que o Ministério da Educação se tornou uma corporação zumbi, dado que não apresenta êxito perante as ações e políticas públicas que preparem o jovem durante o ensino médio para o mercado de trabalho. Isso é perceptível, lamentavelmente, seja pela carência de escolas públicas que possuem ensino médio integrado ao técnico, seja pela pouca oferta de estágios durante a escola para se criar experiência laboral. À vista disso, infere-se que a ineficácia da máquina administrativa estatal inviabiliza ações concretas que resolvam o tema e cerceia aqueles que colaram o segundo grau a uma realidade de desqualificação e inexperiência no mercado de trabalho.

Além dessa mácula governamental, também são preocupantes os efeitos do capitalismo. Nesse prisma, esse sistema foca, desde a Terceira Revolução Industrial, na acumulação de riquezas através da diminuição de gastos, o que levou ao desenvolvimento do Taylorismo, estrutura que promove o trabalho sob demanda. Com efeito, durante a pandemia do Covid-19, houve instabilidades econômicas que geraram a queda de oportunidades no mercado de trabalho para os jovens, haja vista que, devido ao fechamento de várias empresas, as demandas por serviços caíram e oportunidades se tornaram escassas. Isso posto, depreende-se a chaga que o capitalismo se tornou, porquanto, enquanto o Estado for inerte, os jovens contemporâneos terão desafios para ingressar no mercado de trabalho brasileiro.

Dessarte, fica claro que a inoperância estatal, aliada ao sistema capitalista, é a gênese desse revés. Assim, com a finalidade de promover a abertura do mercado de trabalhos aos jovens, cabe ao Ministério da Educação, por meio de tributos estatais, implementar em todas as escolas brasileiras de ensino médio a oportunidade de ingresso concomitante ao ensino técnico, além de estágios laborais para que os jovens possam se qualificar e desenvolver experiência. Outrossim, o Governo Federal deve fornecer auxílios às empresas durante a pandemia, por meio de empréstimos governamentais, com o fito de não deixar que o Taylorismo, fruto das Revoluções Industriais, se torne uma chaga no Brasil.