O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 27/09/2021

É notório que a ocorrência de uma melhor inserção dos jovens no mercado de trabalho torna-se um desafio, e provoca sérias consequências à vida desses adolescentes. Esse infortúnio descende da má aplicação do artigo 23.º-1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos.  Ademais, pela exclusão da juventude em relação a uma boa educação.

É fato que o Estado está responsável pela concretização dos direitos previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, tal como o artigo 23.º-1, o qual expressa: “Toda pessoa tem direito ao trabalho e a condições equitativas e satisfatórias de trabalho”. Porém, isso não vem ocorrendo, pois, muitos adolescentes não conseguem seus primeiros empregos por falta de experiência, circunstância comprovada por uma pesquisa feita pelo IBGE, a qual diz que cerca de 30% dos jovens entre 18 e 24, especialmente formados, encontram-se desempregados.

Decerto, a transferência da corte portuguesa para o Brasil, em 1808, contribuiu com o desenvolvimento da alfabetização com a criação da primeira universidade brasileira, porém essa educação não era acessível a toda população, e analogamente, pode-e afirmar que ainda há uma parcela da população que se encontra excluída em relação a um bom ensino, processo fundamental para o desenvolvimento de um país. Como caracteriza Idalberto Chiavenato: “Desenvolva as pessoas e elas desenvolverão a organização”.

Portanto, cabe ao Estado realizar parcerias público-privadas, investindo parte do Produto Interno Bruto em empresas a fim da contratação de um  número superior de adolescentes nas mais diversas áreas. Demais, incumbe-se às escolas conscientizar a comunidade acerca da importância do matriculamento em colégios, principalmente desde o ensino infantil, por meio da entrega de folhetos informativos.