O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/09/2021
“1984” é uma distopia escrita por George Orwell, a qual retrata uma sociedade vivendo em um mundo controlado e vigiado pelo “Grande Irmão”. Esta não possui desejos e ambições, já que tudo é rigorosamente controlado pelo governo, inclusive, a alimentação. Ao transcender a ficção, na contemporaneidade, diferentemente da distopia, os brasileiros podem orientar suas vidas e podem escolher, por exemplo, trabalhar sem que exista o “Grande Irmão” para confrontá-los. A partir desse contexto, é fundamental discutir sobre a importância da inserção dos jovens brasileiros no mercado de trabalho, bem como o principal motivo que os impedem de serem inseridos atualmente.
Para entender a relevância do mercado de trabalho na vida do adolescente, deve-se perceber a oportunidade para vencer os paradigmas impostos pela atual condição econômica do país. Isso acontece, sem dúvida, porque, ao tomar como base os estudos do economista paraibano Celso Furtado, “a desigualdade do Brasil é uma estratégia para manutenção do poder nas mãos da elite economicamente dominante”. Sob essa ótica, entende-se que a geração Z, ou seja, pessoas que nasceram após os anos 2000 tem capacidade tanto cognitiva quanto física para iniciar a vida laboral, de modo que contribua para desfazer a manutenção das oligarquias de poder ainda herdadas do colonialismo. Dessa forma, o mercado de trabalho não só é um mecanismo para aumentar o PIB da nação, mas também para aumentar o PIB per capita, isto é, acentuar o poder ecônomico de cada indivíduo visando diminuir as disparidades socioeconômicas já existentes ao longo de cinco séculos.
Ademais, constata-se a negligência governamental para que a juventude atue mais intesamente no cenário trabalhista do Brasil. Tal questão ocorre, muitas vezes, pois a apatia política dos adolescentes gera mais lucro para os cofres públicos o que, inevitavelmente, incentiva o Estado a manter o mercado de trabalho restrito a essa parcela da população por meio de burocracias cartorias e até por meio de falha na educação. Prova disso, é o país perder 200 bilhões de reais por ano com corrupção, de acordo com MPF, sendo que a mesma quantia poderia ser usada para construir mais de 14 milhões de salas de aula, então, essa infeliz realidade destaca a “política de cabresto”, a qual atua como segredadora de oportunidades, incentiva a alienação política e mantém os abismos sociais.
Portanto, é dever o Pode Executivo Federal, mais especificamente o Ministério da Economia, promover mais acesso à juventude ao mercado de trabalho, a fim de superar os desafios impostos pela desigualdade socioeconômica da nação. Essa ação pode ser feita por meio da criação de um “Programa Nacional de Jovens no Trabalho”, o qual permitirá que o jovem seja um aprendiz do serviço público, atuará nos 5570 municípios equitativo de acordo com o índice de jovens desempregados.