O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 03/09/2021

Com a Revolução Digital, considerada a Terceira Revolução Industrial, houve o aperfeiçoamento dos aparatos tecnológicos, afetando principalmente o âmbito laboral, visto que a maioria dos processos exercidos nos trabalhos requerem a tecnologia. Dessa forma, mediante a conjuntura atual, o mercado de trabalho para o jovem contemporâneo, apesar de apresentar medidas que oferem oportunidades de inserção, é, também, um espaço de grandes desafios. Tal fato é perceptível, ora pela maior especialização, ora pelo aumento da robotização nesse espaço.

Em verdade, com a crescente complexidade dos empregos na atualidade, as empresas priorizam empregar os indivíduos que apresentam mais qualificações. Sob esse viés, estando inseridos em um contexto de intensa globalização, onde o que move o mundo do trabalho é a lógica capitalista, o empresariado visa a contratação que lhe retornar mais lucro, ideal explicitado na Teoria Mais-Valia, do filósofo alemão Karl Marx. Dessa maneira, os jovens precisam antes de tudo de uma  boa base escolar que apoie os demais anos de estudo, feito exemplificado pela China, que, ao investir, pesadamente, na educação infantil, ascendeu na instrialização e no comércio, aumentando seus índices econômicos. Nesse hiato, é essencial que a rede pública educacional esteja estruturada para preparar as crianças e os jovens para o que o mercado de trabalho moderno procura.

Outrossim, o uso exacerbado de rôbos nas diversas etapas de produção e de atendimento, contribue para extinção de determinados empregos, diminuindo a gama de opções profissionais que a juventude teria. Nessa perspectiva, essa problemática acontece desde a Primeira Revolução Industrial, quando os tecelões perdem espaço para as indústrias de tecido, que produziam em maiores quantidades e em menor tempo. Desse jeito, com a robotização, o processo será acelerado, requerendo da juventude o estudo e aprofundamento, durante seu período escolar, das novas facetas do mercado, bem como das áreas que propiciarão emprego, a exemplo das que envolve criatividade e tecnologia, para que se preparem, não só academicamente, mas também pessoalmente.

Destarte, com o intuito de mitigar os entraves supracitados, é mister que o Governo, na figura do Ministério da Educação, crie políticas de inserção dos jovens no ensino superior e aumente os investimentos destinados à educação de base, equipando as escolas tecnologicamente, estruturalmente e profissionalmente, por meio dos subsídios tributários e da promoção do debate, desde cedo, sobre a dinamicidade do mercado de trabalho, com o fito de promover a especialização requerida nos trabalhos modernos. Ademais, é impreterível que, em feiras culturais e rodas de conversa, seja debatido com a juventude as mudanças laborais após o advento tecnológico.