O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/09/2021
A Lei 10.097 ou Lei do Jovem Aprendiz assegura, desde 2005, que toda empresa de porte médio ou grande deve realizar a contratação de certa porcentagem de jovens para compor seu quadro de empregados. Fora dos escritos da Lei, os jovens enfrentam uma realidade dualista. Se por um viés, são oportunizados pelo “boom tecnológico” e a crescente globalização, que tem tornado o mercado de trabalho cada vez mais dinâmico, por outro viés, ainda enfrentam desafios para se inserirem no setor empregatício, visto que, muitas vezes, saem das escolas e faculdades possuindo pouca ou nenhuma experiência, bem como competências interpessoais bem desenvolvidas.
Frente a essa realidade, entender como o desenvolvimento técnico-científico-informacional, advindo do pós Revolução Industrial ajuda e gera oportunidades para jovens brasileiros no mundo do trabalho é essencial. De fato, o avanço tecnológico e a crescente globalização geram novas necessidades no mundo e, consequentemente, no setor empregatício, a exemplo da necessidade de pessoas que saibam lidar com informática e redes sociais bem como tenham facilidade de adaptação e aprendizagem. Nesse contexto, a figura do jovem é ideal, uma vez que, por fazer parte da geração Z, esse tende a apresentar todas as características que buscam, cada vez mais, as empresas, aumentando assim o leque de vagas para esse público - futuro da Nação. Prova disso são as notícias de jovens brasileiros, aos quais é dada a chance do emprego e que desenvolvem crescimento, autoconfiança, aprendizado, assim como responsabilidade emocional e profissional.
Indo de encontro a tal panorama, percebe-se que, no Brasil, apesar das oportunidades ofertadas por determinadas áreas do mercado de trabalho, as empresas, em sua grande maioria, ainda são de caráter tradicionalista e apresentam uma mentalidade rígida de padrões, tornando-se um grande desafio para os jovens que buscam se inserir na esfera ocupacional do País. Efetivamente, os jovens saem do seu ciclo escolar/universitário com muito conhecimento teórico e pouco ou inexistente conhecimento prático, o que dificulta a empregabilidade dos mesmos, pois, frequentemente, o perfil mais procurado no sertor empregatício brasileiro é aquele no qual o profissional é experiente e pronto para atender as demandas de um mercado exigente e competitivo.
Faz-se necessário, poratanto, que medidas sejam tomadas para minimizar os entraves enfrentados pela população juvenil no mercado trabalhista. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação, investir em aulas práticas de educação profissionalizante por meio de uma mudança na Base Curricular. Ademais, é função da Pasta do Trabalho realizar parcerias público-privadas, através de acordos fiscais a fim de expandir a Lei 10.097 e garantir acesso e oportunidades de trabalho para todos os jovens brasileiros.