O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/09/2021
No período Pré-Colonial, o indígena detinha de total autonomia sobre a sua dinâmica de vida, nela, ele era responsável pelo seu próprio alimento, segurança e bem-estar, e isso evidencia que, os homens, se caracterizavam pela sua - vital - força de trabalho. Entretanto, parte substancial dos jovens contemporâneos se encontram despreparados e em um estado de “inércia”, em que esperam oportunidades perfeitas dentro do mercado de trabalho, este que, desde os séculos passados, é repleto de desafios. Com efeito, para que esse cenário se modifique, é de exprema importância que sempre haja interesse de aprender, de desenvolver inteligência e com ela, capacidade emocional.
Em verdade, a ausência da vontade de buscar conhecimento, seja ele qual for, significa estagnação. A esse respeito, o autor brasileiro Conrado Schlochauer em seu livro, “O poder do aprendizado contínuo”, ratifica que o leitor aprenda a se manter relevante em um mundo repleto de mudanças, uma vez, que a não obtenção de acompanhamento dos conhecimentos sobre inovações atuais, deixa o profissional irrelevante em comparação com o que possui essa constante busca pelo aprendizado. Nesse sentido, as relações e o mercado de trabalho na contemporaneidade se baseiam, principalmente, no interesse em aprender, uma vez que ele deve ser sinônimo da palavra jovem, pois assim como profissional ele sempre terá o que argumentar e acrescentar.
Por pressuposição, um dos maiores desafios encontrados pelos jovens no âmbito profissional contemporâneo é o desenvolvimento da saúde mental. Ocorre que, as habilidades exigidas aos indivíduos, além das técnicas, também são as comportamentais, o que obriga o trabalhador a aprimorar sua inteligência emocional. Nesse viés, esse termo foi descrito pelo psicólogo Daniel Goleman e consiste na capacidade de relacionar-se com o outro de forma saudável, delegar tarefas e evitar o esgotamento profissional. Todavia, a proposta de Goleman ainda não é realidade no mercado de trabalho atual, marcado pela ansiedade, pelo estresse e pela competitividade hostil.
O jovem contemporâneo precisa, portanto, sair do lugar inerte que se encontra, encarar os desafios e buscar as oportunidades dentro do mercado de trabalho. Para isso, as escolas- no exercício do seu papel social- devem estimular, desde o ensino fundamental ao médio, o aprendizado dos alunos, por meio de eventos pedagógicos, como oficinas e minicursos, que direcionem tarefas que tenham etapas em grupo, em que devam ser realizadas baseadas no comportamento emocional e intelectual de cada aluno. Essa iniciativa poderia se chamar “Carreira saudável aprendiz” e teria a finalidade de motivar desde cedo, os jovens a desenvolverem suas capacidades mentais e a não estarem à margem do mercado de trabalho, que ficará sempre, reconfigurando-se em busca do saber.