O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/09/2021
Consoante a visão do filósofo Aristóteles, a ciência política se sobressai em relação as outras, estando ela para o exercício do bem coletivo. Entretanto, no limiar do século XXI, esse pensamento não condiz com a realidade brasileira, pois por mais que hajam oportunidades, inúmeros são os desafios para o jovem contemporâneo no mercado de trabalho. Nesse sentido, deve-se analisar não só a circunstância oportuna que a juventude tem nesse âmbito, mas também os vários desafios impostos.
Em primeira análise, é cabível ressaltar as oportunidades que o mercado de trabalho oferece. Tendo isso em vista, é válido citar o Programa Jovem Aprendiz, que, na prática, estimula empresas e instituições a contratarem jovens entre 14 e 24 anos para trabalharem. Com isso, é evidente que esse programa é uma excelente “porta de entrada” para o meio trabalhista, haja vista que prepara os jovens aprendizes para o mercado de trabalho, por meio da troca de informações, além de eles estarem adquirindo experiência, para enfretarem a competitividade do mercado, estão construíndo um bom currículo. Dessa maneira, as pessoas dessa faixa etária, inseridas nesse programa, estarão aumentado as chances de empregos futuras.
Soma-se a isso um dos desafios que corroboram com a falta de emprego dos jovens, que é o despreparo de algumas redes de ensino. Prova disso, é que de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada -IPEA-, os jovens enfrentam mais dificuldades para conseguir trabalho e, quando empregados, são os mais vulneráveis à demissão. Sob esse viés, é indubitável a busca por profissionais mais capacitados, segundo a visão empregada pelo capitalismo que é a grande competitividade no mercado, na qual as pessoas que são recém-formadas, possuem mínimas chances de serem contratadas pelas empresas. Com isso, percebe-se que além da falta de experiência, fator esse primordial para o meio capitalista, a baixa qualidade do ensino, acarreta faltas de oportunidades no meio trabalhista, já que não possuem orientação vocacional e estrutura pedagógica.
Logo, entende-se-se que a problemática urge por medidas interventivas, pois afeta, de maneira direta, a economia do país. Dessa forma, é dever do Ministério da Educação, valorizar as escolas, como forma de ensinar e preparar os alunos para o mercado de trabalho, por meio de investimentos em testes vocacionais, tendo como objetivo o ingresso dos educandos em uma área em que eles se sintam bem, além de uma maior preparação para a competitividade do meio trabalhista, mediante profissionais, materiais e intruções adequadas, visando com que os alunos fiquem atentos às oportunidades que o mercado oferece. Assim, é possível alcançar uma sociedade que esteja para o exercício do bem coletivo, como pautava Aristóteles, em um dos seus discursos.