O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/09/2021
Em 1983, no Brasil, iniciou-se o movimento “Diretas já”, que objetivava a retomada da eleições diretas e a dissolução do Código Eleitoral vigente, que selecionava os governantes, e teve como uma de suas principais característica, além do seu sucesso, a participação ativa dos jovens. Entretanto, na contemporaneidade, a função do jovem na sociedade não é explorado da melhor forma possível ,dado que, apesar de haver contribuições positivas, por diversas vezes tais ações não são vistas com a valorização necessária. Nesse contexto, as transformações sociais realizadas pelos jovens são de suma importância para o desenvolvimento do país, principalmente, no que tange à sua participação no mercado de trabalho.
Sob esse viés, é fundamental salientar que a participação da juventude no mercado de trabalho é de grande relevância para o progresso da nação, haja vista que a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 6º, preceitua o trabalho como um direito social, revelando, assim, a indispensabilidade do incentivo estatal. No entanto, diversos fatores dificultam a entrada dos jovens no mercado de trabalho, como a ausência de experiência, dado que são poucas as oportunidades ofertadas para eles, diante do grande número de candidatos. Desse modo, é condição “sine qua non” que o Poder Público trate tal temática com prioridade, criando oportunidades para que os jovens adquiram experiências e, assim, incentive as suas participações em atividades que incrementem o seu currículo.
Ademais, é válido ressaltar que a classe juvenil tem uma vantagem na concorrência do mercado de trabalho, a facilidade, que a maioria dos jovens possui, de navegar na internet e realizar trabalhos digitais. Nesse sentido, tal fato torna-se uma grande oportunidade de os jovens mostrarem um diferencial para os contratantes, evidenciando, dessa forma, a sua indispensabilidade para o mercado de trabalho. A título de exemplificação, na trama “A Rede Social”, biografia do empresário Mark Zuckerberg, apresenta o jovem desenvolvendo uma rede social, que, na contemporaneidade, é avaliada em bilhões de dólares, em meio as suas inseguranças em relação a sua vida profissional e o mercado. Dessa maneira, é notório que a oportunidade ofertada pelas empresas contratantes e a sua confiança na capacidade profissional dos jovens é tão importante quanto um currículo experiente.
Portanto, faz-se mister que o Estado realize projetos educacionais, em parceria com empresas privadas, que estimulem a juventude a participar de oficinas que ofertam a possibilidade de novos aprendizados, acrescentando novas habilidades e experiências para seus currículos, por meio de mais investimentos financeiros no setor educacional, com o fito de garantir o direito ao trabalho e o bem-estar dos joves, e, assim, cumprir o que está previsto na Constituição Federal de 1988.