O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/09/2021
De acordo com a Sociologia, surgiu, com a Revolução Técnico-Científica-Informacional, o aumento da necessidade de novas habilidades à inserção no mercado de trabalho, uma vez que o empregado necessita, além do conhecimento concreto, de novas habilidades à execução profissional, a exemplo de competências socioemocionais e, também, do domínio técnico aperfeiçoado.No entanto, no Brasil hodierno, essas inovações são, lamentalvelmente, tolhidas do jovem trabalhador, visto que, devido à atuação simplista das escolas na promoção do auto-conhecimento e à ausência de um ensino técnico democratizado no território nacional, o desemprego, nesse grupo, tornou-se crescente.
De fato, a omissão das redes de ensino no que se refere ao desenvolvimento cognitivo e emocional do corpo discente colabora com os elevados índices de não empregabilidade no País.Partindo desse pressuposto, cita-se Machado de Assis, escritor realista que, em sua célebre frase ‘‘O menino é o pai do homem’’ revela, por meio da arte, a importância da instrução precoce de qualidade para a formação de gerações aptas a, principamente, ocupar os ambientes trabalhistas.Depreende-se, logo, que as escolas, ao não ofertarem, desde a primeira infância, na grade curricular, matérias de estudo que visem ao fortalecimento emocional e, sobretudo, ao autoconhecimento por meio das ciências, colaboram, de modo nocivo, com a ascenção de grupos que, emocionalmente fragilizados, possuem grandes chances de serem, pelo mercado de trabalho, rejeitados.
Além disso, cumpre ressaltar que o jovem contemporâneo padece, também, com a escassa oferta de cursos profissionalizantes acessíveis Brasil.Em face disso, salienta-se que, no meio trabalhista, o domínio de técnicas laborais - a exemplo do conhecimento sobre Tecnologia e Informação - caracterizam-se imprescindíveis à garantia de estabilidade financeira, pois, em virtude da concorrência entre aptos à vaga, aquele que possui melhor especialização dispõe de maiores chances de empregabilidade.Infere-se, então, que a ausência de cursos técnicos gratuitos, no País, é configurada como agente amplificador do desemprego, uma vez que torna a juventude menos capacitada a ocupar cargos que necessitam de alicerce técnico embasado no acesso facilitado ao conhecimento.
Evidencia-se, assim, que as escolas brasileiras devem, desde a primeira infância, oferecer aos alunos suporte necessário ao desenvolvimento cognitivo e emocional saudável.Por meio de reuniões semanais com psicólogos e psicopedagogos, os estudantes devem ser guiados desenvolverem habilidades, como a autoconfiança e a responsabilidade, para que, a partir do aperfeiçoamento socioemocional, tornem-se trabalhadores qualificados.Concomitantemente, o Governo Federal deve aumentar o número de vagas disponíveis ao ensino técnico, democratizando, desse modo, o acesso à educação profissionalizante.