O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/09/2021
O período atual é compreendido como o mais tecnológico que já exisitiu em toda a história até hoje, existem inúmeras possibilidades de mercado, novas profissões em formação, diversos setores da sociedade. Contudo, o rápido funcionamento dos mecanismos sociais, torna para o indivíduo as tarefas de longa duração indesejadas, sem contar com a prefrência pela não contratação dessas pessoas mais jovens. Nessa óptica, são evidenciados dois entraves, a preparação escolar, bem como a questão da experiência profissional.
A priori, o ensino brasileiro se volta muito para questões teóricas, e perde a oportunidade de ensinar como ocorrem os fatores na vida real. Segundo a Constituição Federal de 1988, para o Art. 205, a educação será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. Desse modo, é clarificado que, o ensino brasileiro ainda é arcaico, pouco do que se aprende na escola é aplicado em dia, as profissões trabalham situações diferentes, o conteúdo é importante, mas precisa também ser acompanhado de projetos de ensino para a vida real, e que facilitem as decisões do futuro trabalhador, bem como a sua ação frente à busca de emprego, escolha do ramo e etc, evitando evasão escolar, como também tantos jovens sem perspectiva do que fazer.
Outrossim, o impasse da experiência é um grande obstáculo. O estudo realizado em 2019, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, mostra que, a taxa de desemprego entre jovens(26%), é mais que o dobro da taxa geral(11%), ademais, eles também são os que têm mais chance de serem despedidos. Nessa perspectiva, no futebol, em países como França e Espanha, com inuito de desenvolver localmente o esporte, tem-se um número mínimo de jogadores da mesma nacionalidade do clube, dando experiência, salário e margem para aprendizado no time titular. Em analogia, o critério usado deveria ser por idade, deveria existir uma lei com um número mínimo de jovens a serem contratados pela instituição, em troca de alívios fiscais, para que haja uma mutualidade de favores.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar as problemáticas supracitadas. Cabe ao Ministério da Educação, como gestor nacional da área, promover mais escolas profissionalizantes de ensino médio e uma reformulação do ensino, reorganizando a distruibuição e a fiscalização de verba pública, com intento de incentivar os jovens no mercado e facilitando as informações já desde cedo no aprendizado. Destarte, o Poder Legislativo, deve aprovar uma lei que estabeleça um número base para toda empresa contratar adultos promissores sem experiência, com condições de salário e atuação dignas, em troca de alívios fiscais e infraestrutura, a fim de aumentar as oportunidades dadas.