O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/09/2021
Em um passado conturbado, crianças e adolescentes tinham jornadas de trabalho gigantescas em condições insalubres durante a Revolução Industrial. Hodiernamente, está em debate, na teia social, os desafios e as oportunidades do jovem contemporâneo no mercado de trabalho, seja pela displiscência com a classe dos jovens, seja pela situação da escolaridade brasileira.
Precipuamente, é nítido uma preocupação tardia com a condição do cidadão brasileiro não adulto. É válido citar então, o descaso com a educação brasileira, que durante o período colonial era fornecida apenas pelos padres jesuítas, e apenas em 1823, durante o Brasil Império, o Estado, mesmo que de forma insatisfatória, começou a empenhar-se em universalizar a educação primária em todo o território. Por essa premissa, a negligência governamental em demorar mais de duzentos e setenta anos para fazer algo concreto pela educação, resultou em muitos problemas educacionais vividos hoje, tal qual a preparação e a inserção do jovem no mercado de trabalho.
Posteriormente, a conjuntura atual do Governo estimula a atividade laboral juvenil até certo ponto, com medidas como o programa Jovem Aprendiz. De acordo com a Constituição Cidadã, até os 13 anos é proibido realizar qualquer tipo de trabalho, dos 14 aos 16 é permitido trabalhar como aprendiz, e dos 16 aos 17 têm-se permissão parcial para ter um emprego, exceto em turnos à noite, locais insalubres ou atividades perigosas. Entretanto, o Brasil é um país com alta evasão escolar, então não há como essa população juvenil participar de programas como o Jovem Aprendiz, no qual é pré-requisito para participar estar matriculado e frequentando a escola. Em suma, o jovem conta com oportunidades como o Jovem Aprendiz, mas precisa lidar com os desafios do sistema educacional.
Posteriormente, é preciso que as oportunidades fornecidas aos jovens sejam maiores que os desafios enfrentados por eles. Assim, cabe à SEDUC, Secretaria de Educação do Estado, reformular o sistema educacional estadual, por meio da transformação das escolas, em escolas com ensino técnico ou profissionalizante, nas quais os estudantes têm a grade curricular comum e a grade extra atrelada ao curso fornecido naquela instituição, ou seja, uma preparação mais completa, com estágios fora do ambiente escolar e que o discente tem maior autonomia para decidir o que é de sua preferência, atraindo-o e mantendo-o na escola por tempo suficiente para completar sua formação, para que, os jovens estejam cada vez mais prontos para o mercado de trabalho e que essa mudança na sua vida aconteça de forma mais fluida.