O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/09/2021
Na revolução industrial, as relações trabalhistas passaram a tornar-se, cada vez mais, presentes na vida do ser humano. Com isso, a inserção nesse mundo capitalista começa a partir do momento em que está apto para trabalhar, porém as dificuldades geradas ao longo desse processo tornam-se barreiras para o ingresso dos jovens. Assim, urge discutir os altos índices de desemprego e a exigência desse mercado como causas principais do empecilho.
Evidentemente, o grande problema da falta de oportunidade para os novatos no âmbito trabalhista proporciona poucas opções e consequentemente uma menor empregabilidade de tais. Nessa óptica, o parlamentarista britânico Stuart Mill, reforça a ideia que o Estado, enquanto gestor da máquina pública, deve promover condições para o desenvolvimento dos cidadãos. Isto posto, quando há pouca quantidade de trabalhadores, o Governo também é prejudicado, já que, o dinheiro dos impostos é a ferramenta a qual é proporcionada as condições para esse cumprir seu papel. Logo, quando esse órgão usa de sua gestão para beneficiar a população, por conseguinte, será beneficiado.
Outrossim, os contratantes estão, ainda mais, rigorosos em seu processo de admissão, fazendo com que pessoas que têm pouca experiência sejam menos aceitas. Dessa forma, Paulo Freire, educador brasileiro, disserta que a educação não muda a realidade, todavia muda os sujeitos capazes de transformá-la. Nesse aspecto, um ensino de qualidade é a base para formação de um ser mais capacitado para as mudanças do mercado e para vagas mais exigentes. Consequentemente, o uso de toda essa instrução formará uma sociedade de pessoas pensantes, principalmente, em aspectos trabalhistas.
Destarte, medidas para resolver a questão da insegurança empregatícia dos jovens no Brasil devem ser tomadas. Portanto, o Ministério do Trabalho, juntamente com o Ministério da Educação, deve criar um programa de auxílio aos recém-chegados no mercado de trabalho, com a criação de cursos de capacitação profissional, no qual, os participantes já saiam deles com oportunidades de estágios e um consequente emprego, por meio de parcerias público-privadas, com empresas nas mais diversas áreas, tendo como finalidade o aumento de empregados. Com isso tudo feito, o Estado pode cumprir sua função no fornecimento de condições melhores para seus moradores.