O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/09/2021
‘‘Brasil, País do Futuro’’ é uma obra escrita pelo renomado Stefan Zweig para enaltecer não somente aspectos positivos da nação, mas também para denunciar graves violações à dignidade humana. Tal senso crítico apresentado na coletânea de Zweig convida o homem hodierno a uma importante missão: demonstrar os desafios e oportunidades para jovens contemporâneo no mercado de trabalho. Esse panorama cruel suscita ações mais efetivas tanto do Poder Público quanto da sociedade.
De fato, vale analisar a postura negligente do Estado no que se refere ao mercado de trabalho para jovens. A esse respeito, o filósofo Aristóteles afirmou em sua obra Ética “A Nicômaco’’, que a sociedade somente encontrará equilíbrio se houver igualdade social para todos. No entanto, pode-se afirmar que a falta de emprego para os jovens acaba corroborando o direito de igualdade social garantido na Constituição Federativa de 1988.
Outrossim, a posição inerte do corpo social corrobora esse flagelo. Ademais, o sociólogo Zygmunt Bauman em sua obra “Modernidade Liquída’’, afirmou que vivemos em tempos liquídos a qual sentimentos como empatia e respeito esvaem-se pelos vão dos nossos dedos. Seguindo essa linha de pensamentos, a sociedade é marcada por traços de ignorância que contribuem na marginalização de pessoas no que se refere ao mercado de trabalho para jovens.
Urge, pois, a união do binômio Arena Pública e Ministério da Cidadania a fim de desconstruir essa mazela. A priori, cabe ao Poder Público adotar medidas que visem o incentivo a criar maiores vagas de emprego nas funcionalidades públicas. A posteriori, cabe ao corpo social, com o auxílio da mídia, por meio de ficção engajada, desnaturalizar práticas de desemprego com jovens recém formados.