O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 03/09/2021
Despreparo. Falta de oportunidades. Insuficiência legislativa. Esses são alguns dos fatores que permitem que o Brasil tenha 23% dos seus jovens desempregados na atualidade, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Por isso, visando reverter esse contexto, é de suma importância elucidar quais são os entraves, que dificultam o ingresso no mercado de trabalho, e qual é a eficácia das políticas que oferecem oportunidades de emprego para esse grupo.
Sob esse viés, é evidente como as escolas não conseguem preparar o jovem para o mercado de trabalho na contemporaneidade. Haja vista que desde a Terceira Revolução Industrial o mundo do trabalho exige, cada vez mais, especialização dos indivíduos e as instituições de ensino convencionais com sua metodologia arcaica, sem matérias que foquem no preparo para o trabalho, não conseguem desenvolver isso em seus alunos. Desse modo, os adolescentes terminam seus estudos despreparados e incapazes de cumprir as demandas que o mercado requer, assim encontram dificuldade para conseguir emprego em um cenário laboral pós Terceira Revolução Industrial.
Ademais, é possível afirmar que as políticas de incersão dos jovens no mundo do trabalho são ineficientes. Visto que elas não conseguem contemplar a grande quantidade de adolescentes ociosos no país. Por exemplo a Lei nº 10.097/2000, a qual regulamenta que todas a médias e grandes empresas precisam ter de 5% a 15% do seu quadro de funcionários compostos por menores aprendizes, porém esse número é insuficiente, por isso mais de 23% dos jovens brasileiros continuam desempregados. Logo, é valioso repensar leis como essa, com o objetivo de reverter os entraves na questão do mercado de trabalho para o jovem contemporâneo.
Fica claro, portanto, que medidas precisam ser tomadas para amenizar essa problemática. Sendo assim, cabe ao Estado, por meio do poder legislativo, tornar a Lei n°10.097 mais abrangente, elevando o percentual mínimo de jovens aprendizes nas empresas, assim gerando mais empregos para os adolescentes no país. Além disso, também é valioso que o Ministério da Educação reformule o sistema de educação nacional, tornando-o mais proficionalizante, por meio de matérias que foquem no preparo para as atividades laborais. Dessa forma, o despreparo, a falta de oportunidades e a insuficiência legislativa serão atenuadas e a dificuldade no ingresso do jovem contemporanêo no mercado de trabalho superada.