O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 08/09/2021
Na grécia antiga, os jovens espartanos eram encaminhados para uma educação militarizada, ou seja, desde de cedo aprendiam os príncipios necessários de combate, garantindo, assim, o seu emprego no futuro. No entanto, de forma analóga, nos dias de hoje o jovem, ao completar a maioridade, sente-se perdido e com dificuldades de conseguir seu primeiro trabalho. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que tange à dificuldade do jovem em entrar no mercado de trabalho, que persiste influanciada pela falta de capacitação oferecida pelas escolas, além da baixa empregabilidade.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta de conhecimento dos jovens sobre o mercado de trabalho os tornam despreparados para ingressa-lo. Nesse âmbito, De acordo com o filósofo Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu real entendimento a respeito do mundo. Sob essa perspectiva, se os jovens não possuem acesso a informações e a treinamentos que os deixem cientes e preparados para o mercado de trabalho, não se sentiram aptos e confiantes diante desse desafio. Nesse sentido, percebe-se que as escolas estão apenas ensinando os teoremas e as fórmulas aos alunos, dando pouca ênfase em dá-lhes experiência e auxiliá-los no ingresso ao mercado de trabalho.
Ademais, vale ressaltar também que muitos negócios exigem mais do que um jovem comum possui. Diante disso, a lei 10.097/2000 afirma que empresas de médio e grande porte devem contratar jovens com idades entre 14 e 24 anos com aprendizes. Contudo, essa lei muita das vezes não é colocada em prática, devido ao paradoxo da experiência, ou seja, as empressas desejam contratar pessoas com experiência, o que não consta na grande maioria dos curriculos dos jovens que buscam seu primeiro emprego. Dessa forma, com a falta de oportunidade, uma geração de cidadãos é deixada de lado, contribuindo, ainda mais, para o alto número de desempregados.
Logo, é evidente que melhorias devem surgir para alterar esse cenário. Portanto, o MEC, juntamente com as empresas dos municípios, deve preparar projetos nas escolas que capacitem e concientize os alunos para o mercado de trabalho, por meio de palestras, debates e visitas de campo em cada empresa. Além disso, tais empresas colaboradoras do projeto devem oferecer aos jovens interessados a primeira experiência de trabalho, com o contato diário entre pessoas já consolidadas, que darão aos alunos o suporte necessário para iniciarem da melhor forma suas vidas profissionais. Dessa maneira, os jovens se tornaram capazes de engressar em bons empregos, confiantes e seguros que estarão no percurso certo.