O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 29/09/2021
Com o advento da Globalização e o desenvolvimento das tecnologias, a demanda por profissionais qualificados tem crescido de forma considerável. Entretanto, a baixa oferta de mão de obra capacitada tem sido um desafio, especialmente para os jovens que desejam ingressar no mercado de trabalho, e isso faz com que eles percam muitas oportunidades profissionais. Assim sendo, essa problemática se deve não só à desigualdade social, mas também à baixa atuação governamental quanto ao suporte de profissionalização da juventude brasileira.
É imperioso ressaltar, a princípio, que a desigualdade socioeconômica é uma barreira que separa muitos jovens das oportunidades profissionais. Nesse sentido, nota-se que boa parte da juventude da classe pobre, muitas vezes não tem acesso a uma boa educação, por não ter condições de pagar por boas escolas ou mesmo de cursar o ensino superior, e isso a impossibilita de escolher qual carreira seguir, uma vez que o mercado exige qualificação e especialização profissional. Ademais, essa realidade mostra uma disparidade em relação à Declaração Universal dos Direitos Humanos de tal forma que, na teoria, todo ser humano tem direito a um trabalho digno e à livre escolha de emprego, mas, na prática, isso não ocorre. Em suma, é lamentável a permanência desse cenário, visto que ele configura a injustiça social e seu efeito degradante.
Outrossim, vale salientar que a insuficiência de suporte do governo para preparar os jovens para o mercado contribui com a persistência desse problema, haja vista que há um alto índice de desemprego e subemprego nas regiões periféricas do país. Sob essa óptica, é possível perceber uma incoerência na postura do Poder Público, tendo em vista que a Constituição federal prevê como dever do Estado assegurar a empregabilidade e a formação social para o trabalho, contudo, a disponibilização de oportunidades raramente se estende às regiões carentes e esse fator faz com que os habitantes desses lugares fiquem à mercê do trabalho informal ou mesmo do desemprego. Dessarte, é inadmissível a continuidade dessa conduta por parte do governo, porque ela vulnerabiliza a dignidade dos jovens brasileiros.
Depreende-se, portanto, a necessidade de ações que qualifiquem a juventude para o mercado globalizado. Para isso, cabe ao Poder Executivo, em parceria com as secretarias dos estados e municípios, implementar políticas públicas de profissionalização para os jovens dos bairros pobres, por meio do aumento do número de instituições de ensino que disponibilizem cursos técnicos, a fim de qualificar esses indivíduos para o mercado. Desse modo, objetiva-sa atender a demanda de mão de obra especializada, tal como a Globalização no mundo do trabalho tem requisitado.