O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 26/10/2021
Dez milhões. Tal número corresponde ao quantitativo de jovens desempregados em 2020, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado reflete uma taxa de 24% dos desempregados, o que apresenta a dificuldade da inserção de jovens no mercado de trabalho. Diante desse cenário, nota-se a necessidade de entender os fatores que influenciam esta problemática, como o perfil de trabalhador extremamente qualificado requerido pelas empresas e os conflitos de geração que sufocam a voz da juventude nesse limbo.
A priori, a falta de qualificação entre os jovens é visto como empecilho para o tão clamado primeiro emprego. " O mercado de trabalho que temos hoje é um mercado de trabalho bastante dinâmico”, as palavras da especialista em Psicologia do Trabalho, Adriana Caldana, expõem um produto da Revolução Técnico-Científica. Nesse sentido, esta desenvolve um terreno de constantes e rápidas mudanças, em que a base escolar não é mais suficiente para que o indivíduo tome seu lugar no mercado. Assim, o “dinâmico” se liga à ideia de constante formação profissional, a qual 50% das empresas não encontram em seus candidatos, como apresenta a Confederação Nacional de Indústrias. Entretanto, apesar dessa necessidade, somente em 2017, 40 milhões de jovens (IBGE) não conseguiam ajustar suas rotinas com algum curso. Desta forma, os jovens encontram gande dificuldade de inserção em cursos profissionalizante, enquanto as empresas têm dificuldade de encontrar mão de obra especializada.
Nesse enredo, o jovem tem seus sonhos sufocados dentro das empresas, por terem sua autonomia ,quanto construtor do trabalho, retirada por integrantes mais antigos. O conflito entre as gerações entra como fator degradante nas relações sociais. Nessa perspectiva, há uma cultura da valorização da experiência , que pode mergulhar na desvalorização de novos ideais. Desta forma, a geração Z, mais ativa com a tecnologia, tem suas propostas deixadas de lado, o que afeta diretamente os rumos das empresas. Deste modo, a organização perde espaço no mercado para empresas que acompanhem a Era da Revolução Tecno-Científica.
Diante do que foi exposto, é imperativo a atuação da União, por meio do Ministério da Economia e o Ministério da Educação. O primeiro deve promover investimentos em cursos profissionalizantes gratuitos, para que o segundo possa geri-los. Nesse sentido, essa proposta deve ter a finalidade de capacitar os jovens para o mercado de trabalho, o que diminuirá a taxa de desemprego neste grupo. Além do carácter profissionalizante, os minitérios devem promover cursos para as empresas, incentivando uma mentalidade aberta para o novo. Assim, empresa e jovem trabalhador poderão se articular para movimentar o mercado.