O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 25/10/2021
A CLT, isto é, consolidação das leis trabalhistas, foi estabelecida pelo ex-presidente brasileiro, Getúlio Vargas, e colocou o trabalho como algo inerente a todo cidadão. Entretanto, no Brasil hodierno, tal premissa não está sendo posta em prática eficientemente, uma vez que muitos jovens estão desempregados, o que coloca em pauta as dificuldades da inserção juvenil no mercado de trabalho. Dessa forma, a negligência estatal, aliada à postura das escolas são fatores que contribuem para a problemática acima.
Em primeira instância, é mister afirmar que a falta de iniciativas do Estado é um fomentador da não facilidade de introdução dos adolescentes em empregos. Nesse contexto, consoante ao IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 31% dos jovens estão desempregados ou ficaram sem emprego, no ano de 2021. Dessa maneira, a inexistência de uma eficiente política de trabalho nacional que garanta a formação profissional igualitária, em razão da inércia governamental, corrobora para que muitas pessoas, com a faixa etária entre 18 a 24 anos, não consigam adentrar ao mercado trabalhista ou consigam apenas cargos mais precários, com baixos salários.
Outrossim, é válido ressaltar a ineficácia do preparo juvenil nas escolas como um catalisador do problema. Nessa perspectiva, conforme Immanuel Kant, filósofo alemão, o ser humano é produto da educação recebida. Desse modo, devido ao sistema de ensino vigente, os colégios brasileiros não preparam os alunos para o setor empregatício, visto que não há aulas ou palestras que preparem adequadamente os futuros trabalhadores ou que desenvolvam aptidões profissionais, o que faz com que diversos adolescentes saem do ensino médio despreparados para o mercado de trabalho.
Destarte, torna-se essencial a tomada de medidas para a resolução da problemática supramencionada. Portanto, cabe ao Governo Federal, aliado ao Ministério da Educação, orgão governamental encarregado do setor educacional nacional, promover nas escolas e em locais públicos, por intermédio de professores, psicólogos e representantes de vários empregos, palestras que abordem a variedade de setores trabalhistas disponíveis, além de testes vocacionais, a fim de desenvolver as aptidões profissionais dos jovens. Somente assim, as dificuldades relacionadas à inserção juvenil no mercado de trabalho serão modificadas e aprimoradas.