O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 16/11/2021
Segundo uma consulta do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) apresenta que 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem ao menos estudam, ou seja, enquanto alguns estudam e outros trabalham, boa parte não consegue exercer nenhuma das duas vertentes. Essa quantia fez com que surgisse o questionamento quanto a educação pública que, futuramente, pode acarretar problemas para o cidadão em âmbito social e profissional.
A princípio, percebe-se que os estudantes que abandonam a escola costumam ter baixa autoestima e não confiam em suas próprias habilidades, o que dificulta as suas relações pessoais. Nesse contexto, para um “ser” que vive em uma sociedade, a qual se tem constantes conversas e amostras de competências, esse indivíduo pode se sentir rebaixado diante de outros. Dessa forma, quando a pessoa recusa um desafio por acreditar que não tem capacidade suficiente, sabota a sua chance de aprender e crescer em vários sentidos.
Outro fator existente, se dá na inclusão no meio profissional que, por sua vez, proporciona crescimento, aprendizado, autoconfiança e, principalmente, responsabilidade profissional e pessoal. Tal período de amadurecimento, não é possível para qualquer sujeito, pois entrar no mercado de trabalho torna-se gradativamente mais difícil. Assim, para que uma pessoa sem estudos completos possa exercer alguma atividade, tem que submeter-se a baixas qualidades de serviços, tal como a sua remuneração. Desse modo, os desafios para se obter um trabalho considerado decente andam lado a lado com os problemas nas infraestruturas das instituições de ensino.
Portanto, para se obter um bom emprego, primeiro, deve-se ter uma boa base escolar. Para isso acontecer, cabe ao Governo e aos Estados, investir nessas infraestruturas escolares, para que assim, todos possam concorrer a um emprego melhor com confiança e de forma justa.