O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 04/11/2021
Atualmente, o mundo do trabalho está cada vez mais profissional, o que dificulta a inserção dos jovens contemporâneos nesse local, já que existem desafios em meio às oportunidades. Dessa forma, não só devido à irresponsabilidade governamental, como também à falta de empatia, emerge-se um problema complexo, que precisa ser resolvido.
Em primeiro lugar, é preciso destacar que a irresponsabilidade governamental é uma causa latente do problema. Quando se fala em oportunidades de trabalho, o primeiro fator a ser analisado é a infraestrutura cedida pelas estruturas de poder, como a disponibilização da conclusão do ensino médio e/ou do ensino superior. Entretanto, se essas medidas públicas forem inexistentes, há uma relação de desvantagem perante os jovens que estão ingressando nesse meio, já que, além do mercado de trabalho ter uma alta concorrência, apresenta prioridade em empregar pessoas experientes. Dessa maneira, ao não fornecer ajuda aos aprendizes para alcançar tal objetivo, o governo contribui para o aumento no número de desempregados e amadores. Assim, essa ação pode ser caracterizada como opressão, já que, de acordo com Jean-Paul Sartre, a violência, independente de como se manifesta, é sempre uma derrota e, não disponibilizar maneiras adequadas de se profissionalizar faz o mercado de trabalho ser um lugar inalcançável pela visão dos jovens.
Ademais, outra causa para a configuração do problema é a falta de empatia, principalmente dos empregadores. Segundo o filósofo Kant e sua teoria do Imperativo Categórico, os indivíduos devem ser tratados não como objetivos, mas como pessoas que tem dignidade. No que tange ao tema, sabe-se que os jovens, quando estão no início da vida profissional, tendem a apresentar dificuldades para se acostumar com a nova rotina, já que é indubitável que estão em uma fase de transição, saindo da infância e entrando na vida adulta. Nessa linha de pensamento, muitos deles desenvolvem insegurança ao ingressar no mundo do trabalho, já que são desprovidos de experiência e podem apresentar dificuldades nos afazeres. Todavia, diversos donos de empresas e chefes não reconhecem esse fato, o que vai contra os ideais do filósofo citado, já que não auxiliam na qualificação e os tratam como baixos. Logo, se houvesse uma lei que punisse esse tipo comportamento, a resolução do problema não seria dificultada.
Portanto, é mister que o Poder Legislativo crie uma lei que considere crime as atitudes antimorais dos donos das empresas em relação aos jovens, com o compartilhamento, nas redes sociais, da importância de se ter um ambiente de trabalho tranquilo. Com isso, os aprendizes terão menos dificuldades em se profissionalizar e poderá se consolidar um mundo melhor.