O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 04/11/2021
Com o advento da globalização, as relações socioeconômicas foram modificadas para se enquadrar sob as exigências do novo mercado de trabalho globalizado e especializado. No entanto, a maior qualificação técnica e a alta demanda de trabalhadores criou um paradoxo entre a necessidade de mão-de-obra e a alta taxa de desemprego,sobretudo, entre os jovens brasileiros. Nesse sentido, tal paradoxo dificulta a inserção do jovem ao mercado de trabalho que deve ser resolvido.
Em primeira análise, é importante observar a exigências e necessidades das empresas diante dos jovens.Assim sendo, é nítido a cobrança pela qualificação individual de cada candidato ao trabalho oferecido, o que requer um longo tempo de estudos,uma vez que o empregador irá optar pelo mais hábil. Dessa forma, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, houve um acrescimo de 17% de jovens que estudam mais de 11 anos para se enquadrar as exigências, aumentando assim, o número de mão de obra necessárias ao mercado.
Entretanto, com cada vez mais jovens se especializando e adiando sua entrada ao mercado,em um determinado momento surge um entrave: o desemprego.Infelizmente, a alta taxa de desempregados não se deve somente à saturação do mercado, mas também, da opção do jovem em não aceitar cargos baixos e pouco remunerados, uma vez que não considera a altura pelo esforço feito durante sua qualificação. Diante disso, o mercado perde mão de obra necessária para preencher a base econômica mesmo possuindo trabalhadores disponíveis e sob exigência obrigatória.
Fica claro, portanto, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Cabe ao Ministério do Trabalho criar projetos de assistência aos recém chegados ao mercado, seja por créditos financeiros durante a formação acadêmica, seja por criação de leis que estimule o contato com o trabalho após a primeira graduação, sem a necessidade de tanta especialização à princípio. Além disso, cabe ao Ministério da Educação colocar em todos os cursos superiores a obrigatoriedade de estágios básicos para diminuir o pensamento de superioridade do jovem no mercado de trabalho. Assim, será possível acabar com o paradoxo existente.