O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 04/11/2021
Para o educador Paulo Freire, a educação sozinha não pode mudar a sociedade, mas sem ela, tampouco, a sociedade muda. Diante desse raciocínio, é notória a similaridade do pensamento do educador perante a conjuntura educacional no Brasil, visto que, parte da sociedade não possui acesso à educação de qualidade para a escolha profissional. Dessa forma, é pertinente combater a negligência estatal da qualidade vocacional do ensino no país, de modo a inserir métodos eficazes para a orientação profissional dos estudantes – imprescindível para a melhoria da sociedade.
Primeiramente, vale ressaltar a desigualdade da educação de qualidade no país. Nesse sentido, segundo pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência, cerca de 32% dos entrevistados consideram que o ensino médio está despreparado para inserir seus alunos no mercado de trabalho. Nessa perspectiva, é importante salientar que a baixa qualidade do ensino, principalmente público, acarreta à falta de oportunidades no mercado de trabalho, já que os alunos não possuem estrutura pedagógica, nem orientação vocacional para tal, desta maneira, deturpando o futuro dos alunos assim como do corpo social.
Ademais, a ausência de orientação vocacional nas escolas de ensino médio no Brasil repercute também em um obstáculo para que o ensino seja efetivo no mercado de trabalho. Assim, pertinente ao pensamento do filósofo Émile Durkheim, instituições negligentes com o contrato social causam o caos na sociedade, visto que a ausência de orientação vocacional nas escolas deturpa não só o futuro dos estudantes, como também da estrutura social, uma vez que a falta de profissionais qualificados é prejudicial ao setor empregatício. Desse modo, é imprescindível que o Estado invista em projetos educacionais vocacionais para inverter tal realidade.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver este problema. Logo, o Ministério da Educação deve promover a orientação vocacional no ensino médio – de maneira similar às escolas americanas-, por meio de testes anuais de autoconhecimento teóricos e práticos, a fim de orientar os alunos sobre seus potenciais. Além disso, o ensino básico brasileiro deve oferecer projetos para a melhoria da qualidade educacional pública por intermédio de aulas expositivas de profissionais de diversas áreas, a fim de motivar os alunos. Assim, a educação brasileira será congruente à máxima de Paulo Freire.