O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 04/11/2021

Martin Luther King, um ativista muito renomado, falava que “A injustiça em um lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”. Analogamente, o mercado de trabalho para os jovens na atualidade, no Brasil, é muito amplo e cheio de desafios e oportunidades, mas grande parte dos brasileiros, especialmente os jovens, são injustiçados quando não gozam do direito ao trabalho e à renda própria. Sendo assim, fruto da negligência estatal e do avanço da pandemia, esta situação se agrava.

Primeiramente, deve-se pontuar que a negligência do Governo Federal com a população ativa, com idade ou competência para mover o mercado de trabalho, é perceptível quando as vagas começam a esgotar e só tem empregos de alta qualificação. Nesse sentido, as chances diminuem e os obstáculos aumentam e o governo, que era pra ser o órgão público de maior eficiência, não parece se importar, já que no Brasil o cenário é favorável para crises econômicas ao passo que tem pouco investimentos no setor terciário, cidadãos sem emprego e um povo na miséria. Dessa maneira, muitos jovens se veem obrigados a saírem para trabalhar para ajudarem com a renda mensal o que gera evasão escolar, e segundo um estudo feito pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o número de adolescentes que só trabalham chega a 13%.

Paralelamente, é inegável a influência que o avanço da crise sanitária de Covid-19 tem sobre as oportunidades e desafios dos jovens adultos e adolescentes de conseguirem empregos, já que com a pandemia também vieram as dificuldades financeiras, a quebra da economia mundial e consequentemente o desemprego. Desse modo, o mercado de trabalho tradicional que está cada vez mais competitivo e de difícil acesso para aqueles que não possuem uma experiência muito ampla, se torna cada vez mais distante dos jovens. Nesse contexto, muitas pessoas estão tentando ganhar a vida com a internet usando seus talentos, vozes e qualificações para trabalhar de freelancer, como youtuber ou como influenciador nas redes sociais, e assim vive a professora Débora Aladim, exemplo de muitos jovens, que é formada em história, mas não possui um emprego formal e optou por dar curiosidades históricas na internet, alcançando milhões de brasileiros.

Portanto, o Governo Federal, em parceria com as instituições de ensino e com as mídias sociais devem criar ações informativas em âmbito nacional, por meio da divulgação de campanhas, feitas nas escolas, com infográficos, rodas de debates, publicações nas redes sociais e comerciais televisivos, a fim de popularizar e incentivar a prática do estudo e da qualificação, além de orientar os alunos a terem uma mente aberta para as oportunidades boas que virão. Assim, espera-se que os jovens brasileiros entendam a importância de um emprego mas também compreendam que tudo tem o seu tempo.