O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 08/11/2021
A revolução técnico-científico-informacional revolucionou o mercado do trabalho, proporcionando aos cidadão diversas opções de emprego. Entretanto, essa realidade não é vivenciada por muitos, inclusive, pela juventude brasileira, visto que ainda é possível apontar desafios e falta de oportunidades no mercado de trabalho para essa parcela da população. Sob esse aspecto, convém discutir entre as principais causas tanto a negligência governamental quanto a marginalização social.
É relevante abordar que, conforme a o artigo 205 da Constituição Federal, a educação deve preparar os jovens para a cidadania assim como para o mercado de trabalho. No entanto, a realidade é oposta a essa, evidenciando um descaso do estado além de uma transgressão de direitos previstos constitucionalmente. Com base nisso, pode ser mencionado o baixo investimento dos setores governamentais no que concerne à criação de novos projetos que incentivem os adolescentes a buscarem a integração no contexto trabalhista. Essa realidade é ainda mais evidente ao perceber que o único programa federal destinado a esse público é o jovem aprendiz. Desse modo. é indubitável a necessidade do governo em aumentar as oportunidade trabalhistas para esses indíviduos.
Segundo o geográfo Milton Santos, a ideia de uma aldeia global criada pela globalização é uma fábula, tendo em vista que a realidade é a existência de um processo perverso pautado na persistente desigualdade. Sendo assim, conforme o site G1, mais de 11 milhões de brasileiros são moradores das favelas. Essa realidade desestimula os jovens desse locais para a inclusão no mercado trabalhista, seja por questões econômicas ou de localização, contribuindo para a desemprego desses indivíduos. Dessa maneira, fica claro que a marginalização social também corrobora para a falta de oportunidades de trabalho para os jovens, representando mais um desafio a ser enfrentado.
Diante disso, o Governo Federal em parceria com o Ministério do Trabalho - órgão que fiscaliza e audita condições de trabalho e afins - devem trabalhar juntos para a maior integração de jovens no mercado de trabalho. Isso deve ocorrer por meio da criação de outros programas além do já existente, os quais, preferencialmente, não exijam experiências de trabalhos anteriores. Espera-se, com isso, criar mais oportunidades de empregos para a população juvenil. Além disso, é preciso também amenizar a desigualdade social, levando projetos para população da favela ou com a facilitação do seu transporte para o trabalho. Assim, haverá menos desafios e mais possibilidades.