O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades

Enviada em 07/11/2021

Contextualização a Constituição Federal de 1938, documento jurídico mais importante do país, prevê em seu artigo 6°, o direito ao trabalho como inerente a todo cidadão brasileiro. Entretanto, tal prerrogativa não tem se mostrado efetiva com ênfase na prática quando se observa os desafios da imersão dos jovens no mercado de trabalho, dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro, como a constante crise na economia brasileira e a alta carga de impostos e burocracias no que se refere a abrir uma empresa no país.

Em uma primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater a falta de oportunidades. Nesse sentido, nota-se que a constante crise econômica do país prejudica muito os menos experientes em suas imersões no mercado de trabalho, assim, o Estado se mostra apático quanto o futuro da nação, já que não se preocupa com a solução destes problemas. Essa conjuntura, segundo as ideias do filosofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a alta carga de impostos e burocracias para se abrir uma empresa no Brasil como impulsionador do problema. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), 1 a cada 5 empresas que são abertas no país, 4 falem antes dos primeiros 5 anos. Percebe-se, portanto, que com o fechamento massivo de empresas, muitos empregos são inevitavelmente extintos, fazendo com que haja muitos candidatos para poucas vagas, sobrando assim, os menos experientes, que são por regra, os mais jovens. Logo, é inadmissível que esse cenário perdure.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Estado, por intermédio da criação ou extinção de leis, reduza a carga tributária e burocrática no país, a fim de que mais empresas sejam abertas que durem mais tempo, que gerará mais empregos e dará oportunidades de emprego para os menos experientes. Assim, torna-se possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.