O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 13/11/2021
O documentário ‘‘GIG: A uberização do trabalho’’ aborda a temática do subemprego brasileiro, visto que muitos jovens são flagrados em condições laborais precárias, em virtude da falta de emprego formal. Sob essa ótica, nota-se que as dificuldades de inserção trabalhista dos jovens são alarmantes, seja pela falta de instrução educacional, seja pela competitividade extrema do setor ocupacional. Logo, é fundamental mitigar tal cenário hostil que adoece a juventude hodierna.
Nesse contexto, deve-se pontuar que a escassez de oportunidades trabalhistas para o corpo juventil ocorre, em parte, pelo sucateamento das escolas públicas que, muitas vezes, formam adolescentes com ínfimas habilidades para o mercado de trabalho. Afinal, conforme o site G1, cerca de 30% da esfera estudantil brasileira conclui o ensino médio analfabeta funcional, isto é, sem aquisição básica de conhecimentos matemáticos e interpretativos, por exemplo. Assim, fica perceptível a dificuldade de tais civis adentrarem ao setor laboral, pois sem uma formação adequada o jovem é, inclusive, descartado por algumas empresas.
Além disso, vale ressaltar que a esfera juvenil enfrenta, também, entraves para a manutenção do emprego, haja vista que a mentalidade atual é pautada na extrema produtividade e lucratividade no ramo ocupacional. A esse respeito, o filósofo Chul Han denomina tal realidade como ‘‘sociedade do cansaço’’, ou seja, uma população fundamentada na competitividade exaustiva, até, no quesito trabalho. Dessa maneira, diante da citata lógica ‘’esmagadora’’, parte do corpo jovem não consegue manter o contrato trabalhista e pode, ainda, desenvolver transtornos mentais, como a depressão.
Portanto, é imprescindível fomentar as oportunidades para a juventude no mercado de trabalho. Posto isso, cabe ao Ministério da Educação (MEC), por meio de verbas federais, criar políticas educacionais, a fim de erradicar o analfabetismo funcional. Diante disso, será criado o quarto ano do ensino médio, em todas as escolas públicas do país, no intuito de disponibilizar mais um ano de aprendizado para os jovens e, também, alimentar maiores possibilidades de emprego. Ainda, a grade curricular terá aulas voltadas para a interpretação de textos e manejo matemático, elementos responsáveis pelo analfabetismo funcional. Ainda, cabe à União divulgar campanhas midiáticas sobre a importância de romper com mentalidades baseadas na exaustão laboral. Feito isso, a situação veiculada no documentário não será tangível no país.