O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 14/11/2021
“Se as portas do mercado de trabalho estão fechadas para os jovens, as do mundo do crime estão abertas.” Com essa frase, Claudinei Dias resume uma sociedade que não se preocupa em preparar o jovem para o mercado de trabalho, mantendo-o informado sobre palestras, cursos e novas oportunidades, um governo que não prioriza a educação e não investe em aulas sobre educação financeira e aulas preparatórias para o ingresso do aluno no mercado de trabalho, jovem este que muitas vezes tem que optar pelo crime para sustentar a família, já que não tem oportunidade de emprego digno.
Além do jovem não ser preparado para ingressar no mercado de trabalho, ele também não é estimulado a descobrir suas vocações, e somente a fazer aquilo que traga uma boa resposta financeira, se a vocação do jovem estiver vinculada a arte ele encontrará diversos desafios sociais e econômicos pela desvalorização artística que o país enfrenta. No filme “La la land”, os protagonistas que sonham em serem grandes no meio artístico, enfrentam diversas dificuldades ao se manterem estáveis financeiramente durante o processo para alcançarem seus objetivos, sem receberem nenhum tipo de estímulo para continuarem tentando e sendo obrigados a aceitarem empregos de menor remuneração para sobreviverem, assim acontece com o jovem que tem o sonho de trabalhar com a arte, ele enfrenta tantos desafios sem nenhuma ajuda que por fim, em sua maioria, opta pelo caminho mais fácil ou de maior certeza de estabilidade.
Sendo assim, é posivel afirmar que Olinda Oliveira estava certa em afirmar que “Todo o sistema educacional é montado para preparar a pessoa para o mercado de trabalho, quando, na realidade, algumas pessoas poderiam ter uma vocação para empreender.” Já que, nem a escola, nem o governo e nem os próprios pais preparam o jovem para descobrir o que ele quer e se preparar para as dificuldades que irá enfrentar, e sim a serem reféns do Estado, se limitando a aceitarem as limitadas oportunidades oferecidas a eles pela pouca remuneração que oferecem, que, para jovens recém formados no ensino médio não costuma passar de um salário mínimo.
Em virtude dos fatos destacados, é preciso que o governo se comprometa a levar ao jovem a visão de quem ele é e o que ele quer, prepará-lo para os desafios que irá encontrar no caminho, para isso é necessario que as escolas tenham orientadores vocacionais capacitados para lidarem com jovens e que o governos invista em leis que valorizem as áreas de emprego que não tem financiamento necessário, como a arte, para que os jovens possam olhar para o mercado de trabalho atual oferecido a eles e dizerem o que Luiz Nussi um dia disse: “Querido mercado de trabalho, sou bom demais pra você.”