O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 16/11/2021
O pintor norueguês Edvard Much, retrata em seu quadro “O grito” a inquietude e a falta de esperança refletidos no semblante de um personagem envolto por uma atmosfera de profunda desolação. No entanto, observa-se que, na conjuntura brasileira contemporânea, o sentimento de milhares de jovens acerca do mercado de trabalho é, regularmente, semelhante ao ilustrado pelo artista. Nessa óptica, é mister analisar os desafios e as oportunidades dos mais novos na busca por uma ocupação profissional no país.
A princípio, faz-se necessário destacar a importância de uma boa base educacional que atenda às novas demandas do mercado de trabalho na procura de um emprego. Nesse sentido, o advento da terceira e a transição para a quarta revolução industrial, impõe um crescimento da automação nos processos fabris, que por sua vez, faz com que o homem seja dispensado em algumas tarefas. Dessa forma, os jovens que não possuem uma qualificação profissional que atenda tais exigências do mercado, ficam sujeitos a trabalhos braçais e mal remunerados o que contribui, também, para a perpetuação da desigualdade socioeconômica no Brasil.
Por outro lado, os jovens ao se inscreverem para uma vaga de emprego deparam com um paradoxo, visto que a empresa que eles desejam ingressar exige um tempo de experiência, porém, como o candidato terá experiência se ninguém o fornece uma oportunidade? Nessa perspectiva, programas como “Jovem aprendiz” são de extrema relevância aos brasileiros que estão em busca de seu primeiro emprego e uma vez inserido em uma profissão, ele irá adquirir habilidades que não aprendera na escola, o que o torna mais preparado para assumir outras funções no mercado de trabalho. Assim, tais programas que incentivem as empresas em contratar jovens devem ser ampliados para que seja menos árdua a tarefa em conquistar uma primeira ocupação professional.
Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar a isenção dos jovens no mercado de trabalho. Dessarte, a fim de simplificar tal questão, é preciso que o Governo Federal por intermédio do Ministério do Trabalho e Previdência, amplie programas que incentivem as empresas a contratarem jovens que buscam sua primeira ocupação como profissional, criando incentivos fiscais às instituições que aderirem a essa prática. Paralelamente, é imperativo que o Ministério da Educação fomente a criação de novos cursos técnicos em escolas de ensino médio para que os estudantes, ao concluírem sua formação, já estejam preparados a exercerem uma profissão. Espera-se assim, que os sofrimentos emocionais retratados por Munch delimitem-se apenas ao plano artístico.