O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 16/11/2021
Na obra "Utopia", do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, vez que o mercado de trabalho apresenta barreiras em relação aos jovens da atualidade, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário para o jovem contemporâneo é fruto tanto da falta de preparação, quanto da ausência de incentivos ao grupo em questão. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a falta de preparação dos jovens deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, a qualidade de ensino público no Brasil apresenta grandes lacunas que acabaram por ser amplificadas durante a pandemia de Covid-19. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar a ausência de incentivos ao grupo em questão como promotor do problema. De acordo com pesquisas do IBGE a taxa de desemprego no Brasil está em cerca de 14,8%, o que representa aproximadamente 15% da população economicamente ativa. Vindo desse pressuposto, é evidente a falta de políticas públicas que visam o aumento de vagas de empregos, principalmente aos jovens que sofrem ainda mais com o problema devido à falta de experiência dos mesmos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de incentivos fiscais contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a deificuldade dos jovens se inserirem no mercado de trabalho, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em ações que visam a melhoria da qualidade da educação no país de modo que o grupo em questão apresentem-se mais preparados para a inserção dos mesmos no mercado de trabalho. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo da colocação dos jovens no mercado de trabalho.