O mercado de trabalho para o jovem contemporâneo: desafios e oportunidades
Enviada em 18/11/2021
Na obra “A Ética Protestante e o espírito do capitalismo”, do sociólogo Max Weber, é retratado como o protestantismo foi essencial para consolidar o sistema capitalista, o qual valoriza o trabalho e o define como fonte de dignidade e de prosperidade. Nesse sentido, é evidenciado atualmente essa mesma lógica, tendo em vista a importância do trabalho para o usufruto da plena cidadania. Entretanto, nota-se no Brasil os desafios do jovem quanto às perspectivas de trabalho, seja pela falta de oportunidades de emprego, seja pela deficiência da educação no preparo para o mercado de trabalho.
Nesse viés, é necessário pontuar a ineficiência do ensino educacional acerca das exigências do trabalho atualmente. A esse respeito, a Constituição Federal de 1988 assegura a todos uma educação que visa o preparo do estudante para o exerícicio da cidadania e para sua qualificação no mercado de trabalho. Todavia, na prática, tal garantia é deturpada, haja vista que os alunos não entram em contato com disciplinas que desenvolvem habilidades consideradas essenciais em processos seletivos, como autoconfiança, responsabilidade profissional e equilíbrio emocional. Logo, é inaceitável que tal situação se perpetue, pois traz consequências negativas ao jovem.
Outrossim, é válido explicitar as dificuldades encontradas pelo indivíduo que deseja ingressar no mercado de trabalho. Sob essa ótica, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 70% dos desempregados são pessoas na faixa-etária entre 14 e 21 anos de idade. Nessa perspectiva, a falta de experiência, a grande competição para as vagas, o desemprego em alta e a falta de apoio familiar são os principais desafios para a inserção do jovem no âmbito trabalhista. Desse modo, enquanto a negligência governamental para reverter a situação persistir, haverá a baixa empregabilidade da classe juvenil.
Infere-se, portanto, a necessidade de combater os problemas enfrentados pelos jovens quanto às perspectivas de trabalho. Para isso, é preciso que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, promova a ampliação de projetos de emprego, de modo a oferecer cursos profissionalizantes nas escolas, com o objetivo de ampliar as habilidades necessárias ao mercado de trabalho e suas possibilidades de carreira. Ademais, deve ser feito a realizaçào de palestras aos estudantes, de forma a visar a discussão acerca de técnicas para desenvolver habilidades socioemocionais no contexto do mercado de trabalho, com o objetivo de ampliar a qualificação profissional dos jovens brasileiros.